Olhares frios passam pelo chão,
Gente que finge não ver o irmão
O mundo clama por um pouco de luz,
Mas a pressa cega e a todos conduz
Passos distantes na rua vazia,
Ninguém abraça a dor que ali via
Fecham as portas para a solidão,
E deixam o outro sem voz e sem pão
Seguem a vida fingindo não ver,
O sofrimento que faz o outro morrer
Telas acesas e a mente fechada,
A dor do vizinho não vale mais nada
Choros contidos que ninguém escuta,
Na indiferença de uma mente bruta
Passam direto pelo homem caído,
O desespero virou só ruído
O peito humano virou puro gelo,
Ninguém se importa em ouvir um apelo
Mundo vazio de amor e empatia,
Onde a frieza governa o dia.
28/10/26