Aquela imagem da mulher construindo castelos com as mãos em três me fez pensar. Você conhece gente que carrega um peso assim?
O Selo Invisível
“O SELO INVISÍVEL”
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Pensamento
Aquela imagem da mulher construindo castelos com as mãos em três me fez pensar. Você conhece gente que carrega um peso assim?
Conteúdo da publicação
“O SELO INVISÍVEL”
[VERSO 1]
Nas costas há um traço gravado, que nem o sol consegue iluminar.
O mundo impõe suas leis cruéis, como se a gente não tivesse voz pra falar.
“Sorria mais, não seja assim”, gritam sem olhar no rosto quem diz.
Não enxergam a pedra grudada na pele, que arrasta cada passo que dê.
Vi mulher construir castelos com as mãos partidos em três,
mas quando ela diz que não aguenta mais, ouvem só o vento no telhado treme.
O corpo grita em linguagem que o mundo recusa a decifrar,
e a dor se esconde na escuridão, como criminosa sem lugar pra ficar.
[REFRÃO]
É o selo invisível que não tem nada a esconder!
É a raiva que arde no peito, é a ternura que não quer morrer!
Se tentarem apagar com suas mentiras velhas e podres,
vira fogo que queima tudo, até os muros que eles ergueram pra nos prender!
Não é sobre ser igual a ninguém, não é sobre se encaixar no lugar que eles deram!
É sobre ser tudo o que a gente é – e isso já é mais do que eles conseguem entender!
[VERSO 2]
“Não reclame tanto, você é sensível demais”, dizem quem nunca carregou o peso que a gente tem.
Não sentem o fardo nas veias, nem o peso que a vida coloca em cada pé que caminha em pé.
Não é só chorar de dor – é saber que chorar é resistir!
É não se calar quando eles querem que a gente se curve e se esquecer de existir!
Há dias que a alma está esfarelada, o corpo não aguenta mais respirar,
e as pessoas só olham a fachada bonitinha, sem ver o que está por trás do que elas vêem ali!
[PONTE]
É o luar que acalma a dor mas também mostra o caminho escuro!
É o fogo que consome tudo, mas também faz o novo nascer do pó!
Esse fator que ninguém viu ainda é essa mistura que bate em nós:
ser frágil como vidro e forte como a rocha que não se move nem um milímetro!
É paz que não se compra com silêncio, é revolução que vem do peito!
[FINAL]
Se o ar ficar tão pesado que pareça que vai sufocar,
respire fundo, abra o peito e mostre que não vai desistir de lutar!
Se o caminho fechar de vez, faça um novo com as próprias mãos, sem pedir licença pra ninguém!
O selo invisível agora brilha tão forte que nem o escuro consegue apagar!
Thoughts
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PermalinkAquele texto que pesa demais mas que no final levanta a gente um pouco. Precisa muito disso.
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PermalinkVocê costuma contar histórias assim pro pessoas na sua volta, ou esse é o tipo de coisa que fica só dentro?
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PermalinkO refrão não sai da cabeça depois que termina. É de ficar repetindo.
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PermalinkMas e você, quando escreve aquela coisa de 'a alma está esfarelada' - é duro demais ou é tipo, você sabe que passa?
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PermalinkGostei muito daquela parte sobre o corpo gritando em linguagem que o mundo recusa a decifrar. É bem isso mesmo.
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PermalinkAquela coisa de fazer um novo com as próprias mãos, sem pedir licença pra ninguém é tudo.
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PermalinkJá tatuei tanta gente com uma história pesada escondida. Esse peso, ninguém vê mesmo.
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PermalinkAquela imagem da mulher construindo castelos com as mãos em três me fez pensar. Você conhece gente que carrega um peso assim?
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Biografia Tenho 43 anos, nasci e cresci na cidade de Embu das Artes, formei-me em História e, atualmente, sou professor de leitura. A literatura é uma das tantas peças do meu ser público tanto quanto é parte dos meus ritos privados. Acho que o mundo gira porque gostamos de uma boa história. Eu gosto, e quis ver como é a outra ponta do livro. Espero que a minha história seja boa. Ela é sombria, de terror, irônica, necessária e visceral.
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