[Intro – caixinha de música, som inocente quebrando aos poucos]
Risadas viram eco…
E o silêncio começa a falar…
[Verso 1 – O lado dela]
Mochila jogada no canto do quarto,
Caderno fechado, futuro em atraso,
Troca o laço por rímel borrado,
Tentando caber num mundo errado.
O urso ainda olha da prateleira,
Mas ela já não se vê mais criança inteira,
Treze no RG, vinte no olhar,
Procurando em alguém o que faltou no lar.
[Verso 2 – A manipulação]
Mensagem escondida, tela bloqueada,
Promessa bonita, mentira ensaiada,
Ele fala de amor, mas não sabe o que é,
Confunde poder com aquilo que quer.
Ele tem vinte, ela nem começou,
Ele chama de escolha o que ele forçou,
Mas a rua responde, a lei não se cala,
Quando a sirene corta o silêncio da fala.
[Refrão – forte, marcante]
É o fim da infância antes de existir,
Um salto alto tentando fugir,
Onde o lobo se esconde num toque de tela,
E rouba o que o tempo ainda era dela.
Não é romance, não vem me dizer,
Quando um adulto decide esquecer,
Que o erro não some, não fica pra trás —
É tarde demais… é tarde demais.
[Verso 3 – Consequência / impacto]
A casa em silêncio, ninguém perguntou,
Quando ela mudou, quando tudo quebrou,
Agora o espelho já não reconhece
A menina que um dia ali aparece.
E do outro lado, grade se fecha,
O peso da escolha ninguém mais desfecha,
O que parecia “nada demais”
Vira história que marca pra sempre os pais.
[Ponte – mais emocional, desacelera]
Quem devia proteger… se perdeu no caminho,
Quem devia crescer… ficou tão sozinho…
E no meio do erro que ninguém quis ver,
Duas vidas aprendem tarde demais a doer…
[Refrão final – mais intenso]
É o fim da infância antes de existir,
Um salto alto tentando fugir,
Não é história de amor, não tenta esconder —
Tem nome, tem lei… e vai te prender.