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O SANTO CONSUMISMO

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O SANTO CONSUMISMO

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O SANTO CONSUMISMO

As pessoas sempre estão comprando, uma grande maioria. Elas compram, compram, compram de forma pensável e impensável, compram por necessidade ou a necessidade de preencher um vazio. Esse é o pior. Vazio é aquilo que, na maioria das vezes, não conseguimos nomear, falar. É tipo uma angústia, que vem acompanhada de solidão e uma necessidade enorme de fugir disso.

E como a maioria das pessoas não consegue reconhecer isso, alguns, alguns não, uma boa parte da humanidade refugia-se em labirintos: sexo, droga, fofoca, que vem sempre acompanhada da inveja, e muita dose de alienação, tipo a pessoa fica mais de 4 horas dentro do Instagram, rolando o tempo todo uma tela, indo de perfil em perfil, cuidando e comparando a vida dela o tempo todo com milhares de pessoas, tipo a casa, o carro, a família, enfim. E isso aumenta ainda mais essa sensação de vazio, e esse vazio geralmente a galera tenta preencher comprando, e elas compram mesmo. É meio que tipo uma dependência, um exemplo: mais de 40 pares de sapatos, sendo que elas nem usam, ou se arrependem.

E tem um outro fator superagravante: as benditas marcas. São uns valores absurdos, umas coisas caríssimas, e as pessoas, elas compram pela necessidade de pertencer a algo, preencher o vazio. Sei lá, acho que é meio assim: “Eu faço parte de uma classe eleita”.

Só que isso não melhora, ao contrário, isso somente piora. A sensação de vazio rapidamente volta, e outra vez se repete o bendito ciclo do consumismo.

É errado comprar? Não. Mas seria legal se as pessoas se perguntassem o que as leva a comprar e também se elas realmente precisam daquilo. Afinal, tudo é matéria-prima. Para onde irão essas coisas: roupas, sapatos, móveis, entre outros? O planeta Terra agradece, a natureza também.

Por um mundo mais consciente. Vamos cuidar da nossa casa. Essa casa é aqui e não em Marte.

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