O curta que você estava assistindo quando resolveu escrever isso me fez pensar em como a gente quase sempre precisa de alguma coisa de fora pra conseguir começar a contar o que é nosso. Aposto que a parte do primeiro beijo foi a mais difícil de escrever, mais difícil até do que o fim. Que bom te ler por aqui!
o início, o quase meio e o fim
19/09/2026
In groups
Pensamento
O curta que você estava assistindo quando resolveu escrever isso me fez pensar em como a gente quase sempre precisa de alguma coisa de fora pra conseguir começar a contar o que é nosso. Aposto que a parte do primeiro beijo foi a mais difícil de escrever,
Conteúdo da publicação
19/09/2026
17:30
Assistindo um curta-metragem chamado “depois do fim” e lembrando da gente...
Quero começar a escrever tudo que você me faz e já me fez sentir
Nossos mundos se colidiram em dois mil e vinte e quatro
Lembro exatamente da primeira vez que te vi
Foi amor a primeira vista
Aquela menina que eu nunca tinha ouvido falar
Muito menos visto foto
chamou a minha atenção
O que é irônico porque todo o tempo que eu fiquei lá não trocamos nenhuma palavra
O teu silencio me encantou
Quis voltar outras vezes só pra te ver de novo
Mesmo que pra falar um oi
Ou apertar sua mão
Um mês depois veio o nosso primeiro beijo
E o meu quase primeiro beijo
Primeira mulher da minha vida
Primeira paixão de verdade
(as outras foram de mentirinha)
Desde então não consigo te esquecer
Entre idas e vindas eu sempre espero que você fique
Tantas vezes que ficamos sem nos falar
Tantas vezes que voltamos
Tantas primeiras vezes que tivemos juntas
Tantas coisas que aprendi com você
Tantas músicas que te dediquei
Lembro de todas as vezes que estivemos juntas
porque sempre vivi como se fosse a última
E todas pareceram as últimas
Em uma das vezes que voltamos você me disse que estava disposta a tentar
Tentar fazer dar certo
Mas era mentira
Dois meses depois o teu medo voltou e colocou mais um ponto final na nossa história
Ou ponto seguida
Porque eu nunca sei quando você vai voltar a me querer do teu lado
Há dois anos nessa incerteza
Dois anos tentando te achar em outras pessoas
Que nunca serão você
Porque todo mundo que vai, nunca volta
Mas você insiste em voltar e me deixar confusa
Hoje nossas conversas são leves e sem sentimentos
Não te conheço
Você não me conhece
Thoughts
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PermalinkDois anos à espera que a outra pessoa decida é muito tempo e passa depressa, as duas coisas ao mesmo tempo. O meu fim também não teve cena nenhuma, arrastou-se e acabou numa conversa curta.
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PermalinkNão saber quando ela volta a te querer por perto é o que trava tudo mesmo. Você tem mais textos sobre esses dois anos de idas e vindas?
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PermalinkVocê lembra da primeira vez que viu ela e não lembra de uma palavra trocada no tempo todo em que esteve lá. Daí é isso que fica, o silêncio de uma pessoa ocupa mais espaço do que conversa.
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PermalinkOxente, essa contagem de tantas primeiras vezes e tantas voltas me ficou na cabeça. Gostei demais de ver os anos contados assim, pelas idas e vindas.
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PermalinkO curta que você estava assistindo quando resolveu escrever isso me fez pensar em como a gente quase sempre precisa de alguma coisa de fora pra conseguir começar a contar o que é nosso. Aposto que a parte do primeiro beijo foi a mais difícil de escrever, mais difícil até do que o fim. Que bom te ler por aqui!
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PermalinkEsse negócio de não saber se foi ponto final ou vírgula, dois anos assim, é o tipo de coisa que a gente só mede olhando pra trás.
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