De todos os "abandonos"
Nunca o autoabandono
Que no fim eu me escolha
E ao invés de questionar por que o outro se foi
Eu me acolha
E não tô dizendo que o outro não possa ir
Mas partidas sem avisos ainda me engatilha
Sempre me pergunto se a culpa foi minha
Ou se é meu karma dessa vida
Então eu paro
Sinto a dor
Reflito
E busco uma forma de expor tudo que tá remexendo aqui dentro
E vejo que há inúmeras possibilidades da partida sem aviso
Porém não foco minha energia em adivinhar qual seja o motivo verídico
Prefiro olhar para o que posso controlar
E escolher me cuidar
Nathalia sempre diz que a vida é um risco
Que tudo é mutável
E talvez seja essa a dor e alegria do viver
E está nas nossas mãos escolher
Se remoer pelo script que não foi concluído
Ou seguir jornada por caminhos ainda não percorridos