Infelizmente, mais uma vez estou a tempos sem escrever, e sempre que retorno percebo que minhas letras estão fracas, palavras escassas, muitas vezes sem sentido, ironicamente, por vezes confundo minhas letras e minhas palavras com minha própria vida. São 5h da manhã, dia 10 de dezembro de 2024, meu objetivo é em poucas linhas fazer uma reflexão sobre alguns fatos, porém, não sei se irei conseguir me expressar e/ou se serei 100% verdadeiro em minhas palavras. Com 27 anos, tenho uma família maravilhosa, isso inclui todos, pai, mãe, irmão, tios e tias, avô, avós e amigos, mas amigos mesmo. Ganhei um afilhado, sou campeão mundial escolar e vice campeão mundial adulto, talvez possa até ser considerado uma das referências nacionais em minha área de atuação, e isso foi se consolidando e acontecendo a partir de 2021.
Porém, em 2024 tive minha maior frustração profissional até o momento, engraçado pensar que todos esses pontos positivos que citei acima foram colocados em cheque por conta de uma frustração, uma mísera frustração que (sinceramente), aconteceu por fatores externos, fatores externos que geram problemas além de minha capacidade de resolução, problemas que eu abracei e fez colocar em cheque tudo que fiz de bom em minha vida. Não estou falando que os fatores externos não tiveram influência por erros meus também, mas estou sim tentando me eximir de uma maior parcela de culpa, porque quando os momentos de felicidade e glória apareceram, muitos à minha volta tiraram de mim a maior parcela de culpa igualmente. Por que quando acertamos todos querem dizer que tem participação e merecem reconhecimento e quando erramos todos querem tirar o corpo fora? Pior ainda, por que muitos colocam desejos pessoais a frente de valores morais a ponto de prejudicar pessoas para alcançarem os próprios objetivos em suas ações mas não em suas palavras? Não tem problema algum você ser uma pessoa “escrota” a ponto de usar o amiguinho para crescer, desde que você deixe isso claro e o amiguinho e todos à volta tenham a certeza de seu real objetivo. Volto a dizer que não estou me eximindo de quaisquer erros que aconteceram, mas por que as outras pessoas assim o fazem? Será que realmente eu não estou tentando me eximir dos erros ou será que eu estou tentando me convencer que as pessoas são piores do que eu? Do ponto de vista profissional, sempre tentei assumir todos os meus erros assim que percebidos, sempre tentei me dedicar 100% em minhas funções, mas não sei se foram as pessoas ou se foi o sistema ou qualquer outra coisa em que eu possa colocar a culpa antes de mim mesmo, mas alguma coisa fez com meu 100% diminuísse, não para 90% nem para 50%, eu continuo dando o 100% mas não chega a 20% do que era antes. Eu não estou trabalhando abaixo do meu melhor, mas o meu melhor hoje não chega perto do que era o meu ruim antes, tantas confusões, tantas frustrações, tantas noites sem dormir, e hoje o desânimo toma conta, a ponto de por vezes, meu 100% não ser capaz de, em semanas, escrever um relatório que meu antigo 20% escrevia em minutos.