O título já avisa e o poema cumpre: ele sente tudo inteiro, pergunta atrás de pergunta, e só no último verso puxa o freio com aquele preço que não diz qual é. Me fez pensar que uma coletânea inteira sobre a mesma ausência acaba respondendo às próprias perguntas, uma por poema. Aposto que o próximo vem mais calmo, ou mais bravo.
Não Sinto Pela Metade...
Se sinto tua falta, por que escondê-la? Se a saudade arrasta, por que fugir? Se sei que te procuro para ouvir, Por que fingir que pouco importa tê-la?
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O título já avisa e o poema cumpre: ele sente tudo inteiro, pergunta atrás de pergunta, e só no último verso puxa o freio com aquele preço que não diz qual é. Me fez pensar que uma coletânea inteira sobre a mesma ausência acaba respondendo às próprias per
Conteúdo da publicação
Não sou perfeito, mas não sei sentir de outro jeito
Se sinto tua falta, por que escondê-la?
Se a saudade arrasta, por que fugir?
Se sei que te procuro para ouvir,
Por que fingir que pouco importa tê-la?
Se temo tua ausência, por que temê-la?
Se quero teu abraço, por que mentir?
Se basta tua voz para fazer sorrir,
Por que negar aquilo que você revela?
Não sei se quero amar ou me entregar,
Se quero por querer, ou precisar;
Só sei que não sei ser tão indiferente...
E se te amar assim me rouba a paz,
Que importa? Ainda te quero bem mais...
Mas não a qualquer preço... simplesmente...
Thoughts
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PermalinkPela quantidade de por quês seguidos, parece escrito numa noite em que ele ainda não tinha resposta nenhuma. Aposto que a pessoa do poema nem sabe que ele existe.
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PermalinkO título já avisa e o poema cumpre: ele sente tudo inteiro, pergunta atrás de pergunta, e só no último verso puxa o freio com aquele preço que não diz qual é. Me fez pensar que uma coletânea inteira sobre a mesma ausência acaba respondendo às próprias perguntas, uma por poema. Aposto que o próximo vem mais calmo, ou mais bravo.
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PermalinkEu faço essa fila de perguntas na cabeça antes de mandar mensagem pra alguém, e no fim mando só um oi. Ele pelo menos chegou até o último verso.
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