Hoje a tarde está patrícia para memórias, chove muito, não tempestade, constante, parece triste, mas não, a chuva é uma benção, ao fundo um canção ao ritmo da chuva, é linda a interação, há tanto contar
Minha vida, memórias e poesias
Minha vida, memórias e poesias.
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Hoje a tarde está patrícia para memórias, chove muito, não tempestade, constante, parece triste, mas não, a chuva é uma benção, ao fundo um canção ao ritmo da chuva, é linda a interação, há tanto contar
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Minha vida, memórias e poesias.
Comecei a escrever meu livro a muitos anos atrás, meu notebook pifou e parei, não tenho como comprar outro e nem arrumar este.
Minha vida nunca foi fácil, mas sobrevivi, nasci, em uma cidade do estado de São Paulo, interior, hoje sei que cresceu e evoluiu, na época era bem simples, Descalvado, nasci num sítio, chamado chácara da gruta, minha mãe era cega, conheceu meu pai antes de perder a visão, era sobrinho da sócia dela em uma pensão na rua paim em São Paulo, ficou cega aos 29 anos, foi quando reencontrou meu pai e foram viver juntos, nasceu meu irmão três ano depois ficou grávida de mim, ele se foi deixando ela com dívidas um filho e grávida, minha avó materna a ajudou a nos criar, mas descobri quando adulta que ela fazia minha mãe se prostituir para ajudar na casa.
Aos 8 anos minha tia Izabel foi nos buscar e nos levou pra jacarei, vale do paraiba, a vovó ficou na casa dela com a mamãe e o Lau, meu irmão, eu fiquei na tia Elzira , ambas irmãs da mamãe, tempos depois a vovó quis voltar pra casinha dela e foi..
Na tia Elzira era educação rígida, aprender a bordar, croche, tricô e ler e muito, criança não gostava de nada disso, mas na casa do outros tem que obedecer, hoje amo fazer tudo isso e sou grata, tempos depois meu irmão ao 17 anos foi morar na casa da namorada eu fui pra tia Izabel com a mamãe, lá Comecei a ser criança, brincar na rua com minhas primas e vizinhas, aos treze anos a mamãe faleceu e eu continuei a morar na tia Izabel, eu a adorava, carinhosa, não tinha tempo pra gente trabalhava muito, mas no pouco tempo que tinha era pra nós, eu era tratada como filha e irmã.
Aos 16, por ela descobrir qu eu fumava, falou umas palavras triste a meu respeito, fui pra casa do meu irmão já casado, foi o pior erro, não era bem tratada pela minha cunhada, acabei indo morar no sítio com o zezito e Cida e as gêmeas bbs deles, larguei a escola, meses depois meu tio Moacir, marido da tia Elzira foi me buscar que meu irmão me queria de volta, embrulhe meus pertences, roupas velhas em um blusa florida e fui, meu irmão não estava sabendo de nada, mas me levou pra casa dele, o tio me deixou na oficina do laudo, quando cheguei na casa dele a Ana Ma, cunhada disse ela ou eu, sai de lá e andei até a casa do tio Moacir e disse me leve de volta eles não me querem, mandaram eu esperar minha prima Alda chegar do banco onde trabalhava, conclusão, passei a morar com eles, a Alda assumiu minha tutela fez eu voltar a estudar, as vezes me levava co. Ela pra pindamonhangaba na casa do namorado, comecei a trabalhar nu. Hospital Alvorada, contabilidade e RH, foi lá que conheci meu marido, pai de minhas filhas, a Alda foi professora dele e não gostava dele, pois ficou sabendo que batia na ex namorada, acabei casando ao 19 anos,queria ter minha família.
Errei muito comigo mesmo...
Não casei por amor, gostava do Lúcio, nossa convivência era supervisionada, as vezes íamos a cinema onde trocávamos carícias e beijos, íamos ao colégio juntos, ele no terceiro ano e eu no segundo, íamos de carro fusca do pai dele, eu não ia fazer o colégio, ia fazer edificações, mas ele estava neste colégio, acabei mudando, ele foi mandado embora da Papel Simão onde era escriturário, eu tinha muitos conhecidos que trabalhávam na Johnson & Johnson, consegui apresenta-lo a um sr. Que conheci no Banco Bradesco onde trabalhava depois que pedi demissão do Hospital, um mês depois ele estava trabalhando na Johnson eu pedi demissão do banco e fui contratada na Filene indústria têxtil no mesmo dia da demissão só que eu estava com aliança na mão direita e o sr. Que fazia a entrevista me avisou que se eu casasse seria demitida...
Me casei em 7 de janeiro de 1977, viajei em lua de mel com a indenização de minha demissão do Bradesco, que eu pedi pra ser demitida, fomos para caraguatatuba, Ubatuba, angra do Reis, antes, parati e Rio de Janeiro e meu sonho na época ilha de plaqueta.
Quando voltei fui demitida, entrei na Johnson, na cooperativa de créditos, dois meses depois estava grávida, da Ana Olímpia, nasceu dia 2 de dezembro um mês antes do nosso aniversário de casamento, a mãe dele recebia os santos dela na umbanda e me dizia que eu estava com problemas no útero e não grávida, me deu cibalena. Chás, nada aconteceu, uma noite fui para o colégio, último ano, sabia que quando voltasse teria que tomar um chá para abortar, dizia ela ser tira e queda, cheguei ela e ele sentados no sofá, assistindo TV, não cumprimentei fui pra cozinha fazer o chá, ele me sentiu diferente e foi atrás, perguntou o que eu iria fazer, disse:
Fazer o chá só que a partir do momento que abortar nosso casamento acaba, ele jogou tudo na pia, mas o dia que saiu o resultado do exame fez pouco caso, fizeram muito pouco da minha gravidez, Ana Olímpia nasceu, foi criticada por ela dizia que era muito feia, enrugada, tempos depois engoliu as palavras, foi considerada a criança mais linda da família, ela havia voltado da casa da filha em Minas, nos morávamos na casa dela, quatro meses depois, levamos a Ana Olímpia pra madrinha do Lúcio ver, quando voltamos, a mãe fez um escândalo, não falava com a irmã, a madrinha, nos expulsou, consegui uma casa de um quarto sala, cozinha e wc no centro da cidade e nos mudamos, a Ana Olímpia era tomada conta pela minha amiga Cida que morava na casa de cima junto com as irmãs, Rosangela, Sandra e tia Nair, mães delas, amavam a Ana Olímpia como sobrinha e neta, família maravilhosa,
Thoughts
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PermalinkFicaste a tarde toda à espera que a Alda chegasse do banco, sem saber para onde ias a seguir. Deve ter sido a tarde mais comprida desses anos todos.
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PermalinkUm livro parado há anos porque o notebook pifou, e mesmo assim está tudo aí guardado: a pensão na rua Paim, o fusca do pai do Lúcio. Deve ser bom ver isso sair da gaveta. Dá pra continuar aqui mesmo, um pedaço de cada vez, até pelo celular, e depois juntar tudo numa série com o nome do livro. Vai postar a próxima parte da sua história?
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PermalinkHoje a tarde está patrícia para memórias, chove muito, não tempestade, constante, parece triste, mas não, a chuva é uma benção, ao fundo um canção ao ritmo da chuva, é linda a interação, há tanto contar
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