Égua, um prédio de 245 andares com comida, academia, gente dormindo no chão e cobertura de ouro, tudo empilhado. O Dean manda na cidade de dentro do próprio prédio, e o Gykio só sobe lá pra cobrar o que já fez. Aposto que esse aparelho das alucinações saiu de alguma corporação que o Dean também tem no bolso.
Memórias de um mercenário (incompleto )
Pensamento
Égua, um prédio de 245 andares com comida, academia, gente dormindo no chão e cobertura de ouro, tudo empilhado. O Dean manda na cidade de dentro do próprio prédio, e o Gykio só sobe lá pra cobrar o que já fez. Aposto que esse aparelho das alucinações…
Conteúdo da publicação
Era noite, uma noite que brilhava entre os prédios neon da cidade. As ruas eram frias e escuras iluminadas apenas pelas luzes estreladas. O caos contido era o que movimentava as cidades de bushio, a violência, o sangue , as dívidas , as mortes e, principalmente, as drogas.
Gykio andava pelas ruas apreensivo , as alucinações voltaram. Ele pega uma das cápsulas de anfetamina fornecidas por lone e engole seco, Gykio andas pelas ruas lotadas de pessoas na região do Granley, russos, japoneses, alemães e chineses rodeiam a região vendendo suas mercadorias suspeitas em zonas corporativas. O efeito da cápsula começa a bater, suas alucinações param por um momento e seu desejo por álcool atiça, Gykio caminha até o Crawler's bar na imensidão vazia da cidade.
-Vai querer o que hoje cowboy, o de sempre? Diz Hammer , o bartender. Hammer usa uma blusa branca velha e suja de uma ex corporação que vendia cigarros, seus óculos rosas reluzem o local, O bartender acena com sua mão mecânica , um azul metalico, uma cibernética russa militar da geração anterior. -Me vê um Handlers aí Ham - diz Gykio, - Aceita um cigarro? - Gykio tira um Bonstars da sua jaqueta caqui e oferece a Hammer, que logo aceita e entrega a cerveja - o ambiente é iluminado por luzes laranjas, um esqueleto de um cervo com os olhos vermelhos posicionado no centro da parte de cima do bar parece olhar diretamente para o cowboy. Gykio se senta e logo começa a beber, o bar é bastante movimentando , uma grande parte de Granley é vista, mas a grande parte das pessoas são chineses. Uma das putas de Farrew começa a olhar fixamente para o cowboy e começa a rir - Farrew tá te esperando ali na mesa do canto, vai lá incomodar ele ao invés de me encher o saco - diz o cowboy. A puta vestida com uma roupa de coelho faz uma expressão de nojo e coça o queixo metálico com sua garra e vai embora.
-Cowboy, aquele último trabalho te deixou meio estressado né? Como anda a vida - diz Hammer que inala a fumaça do cigarro e bebe um gole de uma bebida azul. - Não me pagaram ainda, tô devendo até o pescoço e ainda não me pagaram. Eu tenho que conversar com o Dean e ver se ele me paga, valeu pela bebida Ham. - Diz o cowboy que pega uma nota de 50 nanoeddies e deixa no balcão.
Julho de 2049. Gykio vai até a Dean's Exporter, um megaprédio de 245 andares, paredes vermelhas , uma cidade dentro de cubículos inteiros de concreto. Ele entra e passa pelas vendinhas de comidas nanocomestiveis e de vendinhas de bugigangas e armas, moradores de rua em situações deploráveis, academias internas e apartamentos derivados, do luxo ao lixo. Ele sobe até o topo em uma cobertura invejável, seguranças na entrada o impedem de entrar. - Documentos por favor. - Diz o segurança com um sotaque russo forte. -Eu quero ver o Dean, ele tá me devendo. - O cowboy passa os documentos e o segurança autoriza sua entrada.
Ao chegar na cobertura Gykio é recebido por um velho corcunda que utiliza um terno preto com bolinhas vermelhas, seu cabelo é grisalho , pele enrugada e barba por fazer. Ele come um bombom importado da Tailândia junto com uma das garotas semi nuas ao seu lado. A cobertura é feita de concreto e quartzo, detalhes em ouro no balcão junto com uma assistente pessoal nano regulável. -Junte-se a mim Gykio, o que deseja? - O velho estende a mão para o cowboy.
- Eu quero meu dinheiro Dean, eu tô precisando da grana - Diz ele nervoso. Dean suspira e dispensa a garota semi nua. -Olha, garoto. Eu sei pelo que passou e eu sei da sua condição, mas eu já disse, eu te entrego depois. - O velho resmunga enquanto come um dos bombons. -Ja te falei , caralho, minha condição não é do teu interesse. Eu já fiz o trabalho todo sozinho, eu mereço essa grana. - Gy treme a perna de raiva e tira um cigarro do bolso, suas alucinações voltam e ao lado do velho ele vê uma mulher escorada , cabelos azuis e olho claro. Ultilizando uma jaqueta preta. - Eu já perdi a paciência Dean, eu preciso dessa grana. Dean olha para o cowboy e tira do seu jaleco um dispositivo. -Eu sei disso , garoto. Mas antes, eu quero um último trabalho. Gy olha para o velho furioso e quando ele vai falar algo, Dean ativa o dispositivo fazendo as alucinações piorarem, junto com uma dor intensa. -Eu preciso de um último trabalho, garoto. Eu preciso de alguém com suas habilidades, eu preciso de alguém que já viu o inferno de perto. - O que você quer - Diz Gy com sua voz trêmula.
A chuva cai sob a luz do cigarro aceso. O sangue goteja , os corpos se mostram diante dos flashes de luz. Olha o que você fez. Olha o que você causou.
(Olá , tudo bem? Estou escrevendo tudo esse conto , um universo autoral que eu mesmo estou criando. Aceitarei críticas e avaliações, muito obrigado!.)
Thoughts
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PermalinkNossa senhora, o Dean já tinha o aparelho no jaleco antes do Gykio entrar. Sabia que ia pedir o último trabalho, a dívida é só a coleira.
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PermalinkÉgua, um prédio de 245 andares com comida, academia, gente dormindo no chão e cobertura de ouro, tudo empilhado. O Dean manda na cidade de dentro do próprio prédio, e o Gykio só sobe lá pra cobrar o que já fez. Aposto que esse aparelho das alucinações saiu de alguma corporação que o Dean também tem no bolso.
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PermalinkO Gykio é admirado pelo que aguenta: fez o trabalho sozinho, carrega as alucinações e ainda sobe 245 andares pra pedir o que é dele. Tem algo do pistoleiro cansado de faroeste nele, que só quer receber e sumir.
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PermalinkO esqueleto de cervo com olhos vermelhos em cima do balcão me lembra aqueles bares de filme dos anos 80 em que a decoração já avisa quem manda no lugar. Gostei de ver que você está montando um universo inteiro, com moeda, cerveja e cigarro com nome próprio. Espero ver mais de Bushio por aqui!
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