— Ela está te chamando.
Me dirigi até sua mesa, evitando contato visual desviando meus olhos para o que estava sobre a mesa.
— Você tem esta aqui? — Perguntou mostrando-me o que negligenciei.
Expliquei que não tinha.
— Tudo bem, mas preciso do que havia dado anteriormente. Você trouxe?
— Sim. — Respondi, e lhe entreguei o que se referia.
Após ler o que me dediquei a escrever (escrevi a minutos atrás), realizou um gesto que demonstrava que estava tudo ‘certo’, diria eu.
— Tudo bem, agora, pode assinar isso. — Disse pondo à mesa uma lista dos que lhe haviam entregue. (Omiti, a ultima palavra).
Ela estava inquieta em sua cadeira, e minha inevitável inclinação sobre a mesa ‘provavelmente’ a fez acelerar minha dispensa, de volta para cá. Seus olhar me atingiu brevemente, sem expressar nada que não fosse necessário além de duvida e ligeira aprovação. Não sei de onde tirei tanto cinismo para manter a calma e retornar a ser seu ‘aluno’.
Agora daqui, ocorre um incidente. Nossos olhos se cruzaram (não houve nada). Já adianto que não estava a observando (…). O ‘incidente’ aconteceu por conta de uma garota (uma amiga) de uma sala antes da que estamos, ter entrado para lhe abraçar, o que a obrigou a se ajustar em sua mesa para receber o ligeiro abraço. Sua expressão se manteve a mesma.
— … Não sei dizer, mas sendo sincera que a culpa seja dela.
— …
Em fim.
De agosto não se sabe muito.
De novembro se sabe que está ridícula com ‘aqueles cílios artificiais’.
De Setembro… se sabe que está… bem.