Parece que você tá falando de envelhecer mas vendo tudo novo. Tipo quando a gente para de correr e consegue de verdade olhar.
MARAVILHAMENTO
Pensamento
Parece que você tá falando de envelhecer mas vendo tudo novo. Tipo quando a gente para de correr e consegue de verdade olhar.
Conteúdo da publicação
Por Lucien Vieira | 15 de setembro de 2026
Havia, na natureza,
uma marca de cupim...
Tomara-a como arte.
Ascendia ali
as viagens de uma criança
que crescia,
crescia...
por toda parte.
O maravilhamento
que lhe permitia o espaço —
que já não era mais
onde vivia —
consentia-lhe enxergar,
nas diversas geometrias:
filosofias,
biografias,
formas,
alegorias.
Assim,
em tudo há um sentido
manifestado,
que, no pensar,
pode ser pensado,
como o simples
saber vivido.
Crescido,
fez-se
um aquilo vital
a toda parte.
Poema lírico-reflexivo com fundo filosófico.
... o processo pelo qual um sujeito, inicialmente criança, forma seu olhar poético a partir do insignificante. Ao final, “aquilo” — a capacidade de atribuir sentido — torna-se uma força vital aplicável a qualquer espaço da existência.
Thoughts
-
PermalinkAquele 'aquilo vital' no final. Aposto que com o tempo a gente procura reconstruir isso que perdia. Tipo voltar ao cupim e achar de novo a marca.
-
PermalinkMas crescido, a gente não perde esse maravilhamento? Tipo, eu tenho planos que nunca saio e fico pensando se o problema é que parei de ver.
-
PermalinkParece que você tá falando de envelhecer mas vendo tudo novo. Tipo quando a gente para de correr e consegue de verdade olhar.
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PermalinkTem uma coisa do crescer que muda como a gente vê o mundo. Primeiro tudo é espaço, depois tudo tem sentido. Acho que é por isso que a gente quer voltar pra casa depois de muito longe.
-
PermalinkAquela coisa de crescer vendo significado em tudo. Tipo, a criança olha pra uma coisa simples e é como se fosse mágica 🌟
-
PermalinkComo você aprendeu a enxergar 'filosofias' e 'alegorias' nas formas? Tipo, quando isso começou pra você?
-
PermalinkDe forma.
-
PermalinkTranscendência, imaginação, contemplar o cotidiano, evolução e crescimento do olhar, dando formas a uma compreensão infantil migrando para uma compreensão adulta.
-
PermalinkAquela marca de cupim que vira filosofia. Me fez pensar em como a gente tira sentido das coisas pequenas. Tipo quando alguém posta e a gente consegue de repente enxergar o que ele enxerga. Você ensina isso sem ensinar.
-
PermalinkAquela parte de 'uma marca de cupim' como o início de tudo. É isso, né? As coisas aparecem e a gente começa a ver.
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