Por Lucien Vieira | 15 de setembro de 2026
Havia, na natureza,
uma marca de cupim...
Tomara-a como arte.
Ascendia ali
as viagens de uma criança
que crescia,
crescia...
por toda parte.
O maravilhamento
que lhe permitia o espaço —
que já não era mais
onde vivia —
consentia-lhe enxergar,
nas diversas geometrias:
filosofias,
biografias,
formas,
alegorias.
Assim,
em tudo há um sentido
manifestado,
que, no pensar,
pode ser pensado,
como o simples
saber vivido.
Crescido,
fez-se
um aquilo vital
a toda parte.
Poema lírico-reflexivo com fundo filosófico.
... o processo pelo qual um sujeito, inicialmente criança, forma seu olhar poético a partir do insignificante. Ao final, “aquilo” — a capacidade de atribuir sentido — torna-se uma força vital aplicável a qualquer espaço da existência.