Tony defendendo as histórias do avô como se fossem coisa real, e a mãe cedendo com um suspiro, me fez pensar em quanto dessas lendas a gente engole de criança e só entende depois. Aposto que o Hans Trapp do título ainda vai aparecer com nome próprio nos próximos manuscritos. Curioso pra ver as outras duas faces!
Manuscrito das três faces
Pensamento
Tony defendendo as histórias do avô como se fossem coisa real, e a mãe cedendo com um suspiro, me fez pensar em quanto dessas lendas a gente engole de criança e só entende depois. Aposto que o Hans Trapp do título ainda vai aparecer com nome próprio nos p
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Vagantes condenados: Hans Trapp
O Bicho Papão, também conhecido como espantalho ou outras criaturas místicas e assustadoras, habita as sombras e os cantos esquecidos da imaginação coletiva. Essa entidade antiga é capaz de se disfarçar de diversas formas, desde um simples espantalho de fazenda até monstros.
Movido por um apetite insaciável por corações humanos, o Bicho Papão se aproxima de crianças e adolescentes, usando sua aparência inofensiva e falsas promessas para conquistar a confiança de suas vítimas. Ele se aproveita da ingenuidade e vulnerabilidade dos jovens, manipulando-os com seu poder maligno e sobrenatural.
Sob sua influência diabólica, as vítimas são levadas a um estado de frenesi assassino, sendo forçadas a matar seus próprios pais e entes queridos. Após esses horrendos assassinatos, o Bicho Papão arranca os corações de suas vítimas e **os aprisiona** em bonecos de palha menores. Dessa forma, ele transforma os jovens em seus servos eternos, escravizando suas almas e os obrigando a cumprir suas ordens malignas.
Esse ser aterrador e maligno espalha o medo e o caos por onde passa, deixando um rastro de destruição e sofrimento em sua esteira. Sua presença é uma sombra ameaçadora que se abate sobre as comunidades, e apenas aqueles que conseguem resistir aos seus encantos e manipulações poderão escapar de seu terrível destino.
Conta-se que, em algumas regiões, as pessoas chegam a evitar falar o nome dessa criatura lendária, temendo atrair sua atenção e ativar seus poderes malignos. O Bicho Papão é uma representação vívida do mal e do medo que habitam no inconsciente coletivo, servindo como uma advertência sobre os perigos da ingenuidade e da confiança cega.
Tony, um menino de 9 anos, estava fascinado pelas histórias que seu avô costumava contar sobre o passado da família. Ele passava horas sentado ao lado do avô, ouvindo atentamente cada detalhe dessas narrativas que pareciam tão vívidas e reais. Porém, sua mãe, preocupada com o fato de seu filho ser muito jovem para compreender o significado profundo dessas histórias, tentava dissuadi-lo de ficar contando-as para seu irmão mais novo.
“Já chega de ficar contando essas histórias de velhos para o seu irmão. Ele é muito novo ainda para entender essas coisas”, disse a mãe com firmeza.
Tony, no entanto, insistia em defender a importância daquelas histórias. “Não são histórias de velho, mãe! São histórias reais, como o vovô sempre dizia!”
A mãe, percebendo a paixão do filho pelas narrativas do avô, suavizou seu tom de voz. “Claro, claro… Sei que elas são importantes para você, querido”, disse com um suspiro.
Tony lembrou-se então de como seu pai também valorizava as histórias contadas pelo avô. “O papai também acreditava nas histórias que o vovô contava. Ele dizia que elas tinham muito significado.”
A mãe, compreendendo a dor do filho pela perda do pai, consolou-o com carinho. “Sei, querido… sei o quanto ele faz falta e o quanto é difícil para você… Mas tudo bem! Vamos deixar isso de lado por agora. Hoje vamos para o sítio do seu avô! Vai ser um dia divertido e você pode contar algumas dessas histórias do vovô.”
Os olhos de Tony brilharam de emoção. “Sério?”
“Claro, meu amor. Tenho certeza de que ele vai adorar contar para você”. A mãe sorriu e deu um beijo carinhoso na testa do filho.
Enquanto dirigia pelas estradas sinuosas em direção ao sítio da família, a mãe observava calmamente seus dois filhos adormecidos no banco de trás. Ela sabia que essa visita seria uma oportunidade única para Tony, o mais velho, fortalecer seus laços com o avô, uma figura tão importante em sua formação e em suas raízes familiares.
A mãe sorria ao pensar na alegria que Tony sentiria ao rever o avô e explorar novamente aquele lugar tão familiar de sua infância. Ela imaginava as longas conversas que eles teriam, os momentos de brincadeira e os ensinamentos valiosos que o avô transmitiu ao neto.
Infelizmente, em um momento de distração ao observar seus filhos, a mãe não viu a curva fechada à frente. Quando percebeu, já era tarde demais; algo bateu violentamente na lateral, capotando diversas vezes até parar em uma valeta à beira da estrada. O impacto foi tão forte que a mãe perdeu a consciência, enquanto os gritos desesperados de seus filhos ecoavam pelo local.
Quando finalmente despertou, a mãe sentiu sua cabeça latejar e seu corpo dolorido, **com** uma sensação de pânico e desespero tomando conta de seu ser. Ela rapidamente checou seus filhos, apenas para se deparar com a cena assustadora de seu filho mais novo morto, com seu coração arrancado de seu peito em uma cena de horror indescritível.
A mãe, devastada e em choque, mal teve tempo para processar a tragédia **e já** ouviu ruídos inquietantes ao redor. Forçada a agir rapidamente, mesmo ferida, ela pegou seu filho mais velho, que estava inconsciente, e começou a correr desesperadamente daquele local aterrorizante. Sua única preocupação naquele momento era garantir a segurança de seu último filho sobrevivente.
Correndo com seu filho nos braços, ela sabia que a prioridade agora era encontrar ajuda e fazer de tudo para que sua família conseguisse sobreviver àquele acidente. Suas forças estavam se esvaindo, mas ela não podia parar, pois sentia que algo a perseguia. A última esperança era chegar ao sítio da família, onde talvez pudessem encontrar refúgio e ajuda.
Enquanto corria, a mãe rezava fervorosamente para que conseguissem escapar daquele pesadelo e que seu filho mais velho pudesse se recuperar. Ela não podia suportar a ideia de perder mais um filho. Sua mente estava a mil, tentando entender o que havia acontecido e quem ou o que era responsável por tal tragédia.
Finalmente, após lhe parecer horas de angústia e desespero, a mãe avistou ao longe a silhueta do sítio da família. Ela redobrou seus esforços, sabendo que ali talvez encontrariam a segurança e o amparo de que tanto necessitavam naquele momento tão sombrio e devastador.
Correndo com todas as suas forças, a mulher se aproximava do sítio, sua respiração ofegante e seu coração acelerado. No entanto, a perda de sangue cobrava seu preço. Seus olhos começaram a pesar, seu corpo suava frio e sua visão escurecia cada vez mais. Até que seu corpo parou, imóvel, incapaz de se mover, como se uma presença superior o controlasse.
O desespero inundou sua mente, o pavor estampado em seu rosto. Conseguia apenas mover seus olhos para o lado, e lá, viu uma figura parada, encostada em uma árvore. Era um espantalho alto e bastante desgastado pelo tempo, que a olhava fixamente, seus olhos vazios e sua boca escancarada em um sorriso sinistro.
A mulher forçava ao máximo seus lábios a se abrirem, em uma tentativa desesperada de acordar seu filho, que jazia inconsciente em suas costas. Mas era uma atitude inútil. O espantalho, erguendo sua mão esquelética, puxou a criança das costas da mãe, levando-a para junto de si.
A mãe, impotente, viu seu filho ser arrastado por aquela criatura horrenda, sua angústia e desespero tomando conta de seu ser. Ela gritava, chamava pelo nome do filho, mas sua voz não conseguia ultrapassar a barreira do silêncio imposto por aquela presença sobrenatural. Sua última esperança se esvaía, enquanto o espantalho desaparecia entre as sombras da floresta, levando consigo a sua razão de viver.
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PermalinkTony defendendo as histórias do avô como se fossem coisa real, e a mãe cedendo com um suspiro, me fez pensar em quanto dessas lendas a gente engole de criança e só entende depois. Aposto que o Hans Trapp do título ainda vai aparecer com nome próprio nos próximos manuscritos. Curioso pra ver as outras duas faces!
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PermalinkA mãe dizendo que eram histórias de velho e depois a coisa aparecendo na estrada, aí é que dói. Aposto que o avô sabia de tudo e por isso contava. Vai postar a continuação da cena do sítio?
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