Oxente, a casa junto ao lago aguentou guerra, monstro e fantasma. Essa casa ainda vai estar de pé na parte seis, minha filha.
đ„𩞠LIN & VAMP
Pensamento
Oxente, a casa junto ao lago aguentou guerra, monstro e fantasma. Essa casa ainda vai estar de pé na parte seis, minha filha.
ConteĂșdo da publicação
đ„𩞠LIN & VAMP â PARTE V
A ĂLTIMA BATALHA DOS VIVOS
âAlguns amores desafiam a morte. Outros fazem a prĂłpria morte se ajoelhar.â
𩞠CAPĂTULO 1 â QUANDO O CĂU SANGROU
O céu sobre o reino dos vampiros ficou vermelho como sangue.
Milhares de criaturas cercavam o castelo. Algumas tinham olhos costurados, outras caminhavam sem cabeça, e havia aquelas que usavam os rostos de pessoas mortas para enganar os vivos.
No centro de todas elas estava Morvanna.
Seu vestido negro arrastava-se pelo chão, e uma coroa de ossos repousava sobre sua cabeça.
â Entregue o colar, Lin â ordenou ela. â E eu permitirei que seu amado continue respirando.
Lin segurou o pingente de rosa negra contra o peito. Metade de seu rosto estava marcada pela maldição, e suas mãos tremiam. Mesmo assim, ela não recuou.
Vamp colocou-se diante dela, revelando suas presas.
â Se quiser tocar nela, terĂĄ que passar por mim.
Morvanna sorriu.
â VocĂȘ jĂĄ deveria estar morto, Vamp. Seu coração parou naquela batalha. Os cinco dias que vocĂȘ passou inconsciente foram apenas o tempo que a morte lhe concedeu antes de cobrar sua dĂvida.
Vamp sentiu o corpo gelar.
Lin segurou sua mĂŁo.
â NĂŁo escute. VocĂȘ voltou para mim. Isso Ă© tudo o que importa.
â Que lindo â sussurrou Morvanna. â EntĂŁo morram juntos.
Ela ergueu os braços.
E a guerra começou.
đŠ CAPĂTULO 2 â O PREĂO DO AMOR
As criaturas invadiram o castelo.
Vamp lutava como uma fera, derrubando monstros e protegendo Lin. O rei dos vampiros comandava os guerreiros restantes, enquanto as paredes tremiam sob os golpes das criaturas.
Mas Lin percebeu algo terrĂvel: cada vez que Vamp feria um monstro, uma nova rachadura surgia no pingente.
A maldição estava consumindo os dois.
â VAMP! â ela gritou.
Ele se virou no instante em que uma criatura avançou por trås. Lin empurrou o amado para longe e recebeu o golpe no próprio corpo.
Caiu de joelhos.
Por alguns segundos, todo o som desapareceu.
Vamp correu até ela e a segurou nos braços.
â NĂŁo! Lin, olha para mim! Fica comigo!
Ela tentou sorrir, mas sangue escuro escorreu pelo canto de sua boca.
â VocĂȘ sempre foi pĂ©ssimo em obedecer ordens â murmurou ela.
â Para de falar assim! Eu vou tirar vocĂȘ daqui. Vamos voltar para nossa casa, para o lago⊠VocĂȘ me prometeu que ficarĂamos juntos!
Lin tocou o rosto dele.
â E eu vou cumprir minha promessa. SĂł nĂŁo sei se serĂĄ da maneira que imaginamos.
Vamp apertou a mĂŁo dela contra o prĂłprio peito.
â Eu nĂŁo aceito uma vida sem vocĂȘ.
â EntĂŁo nĂŁo viva apenas pela minha ausĂȘncia. Viva pelo que tivemos.
Antes que ele pudesse responder, o pingente começou a brilhar.
Uma luz vermelha atravessou o salão e lançou todos os monstros para trås.
Morvanna gritou de raiva.
â NĂO! A ROSA NĂO PODE ESCOLHER!
Lin compreendeu naquele instante: a maldição não queria simplesmente matå-la. Queria transformar seu amor em uma prisão eterna.
E, para impedir Morvanna, ela precisaria fazer uma escolha.
đ„ CAPĂTULO 3 â A ESCOLHA DE LIN
Lin levantou-se com dificuldade.
Vamp tentou impedi-la, mas ela beijou sua testa.
â VocĂȘ me encontrou quando eu achava que ninguĂ©m conseguiria me amar. VocĂȘ me deu uma casa quando o mundo inteiro parecia querer me destruir. E, mesmo com medo, eu nunca me arrependi de ter escolhido vocĂȘ.
â NĂŁo fala como se estivesse se despedindo de mim!
Ela retirou o colar do pescoço.
A rosa negra estava rachada ao meio, com uma Ășnica pĂ©tala vermelha brilhando em seu centro.
Morvanna estendeu a mĂŁo.
â Finalmente. Entregue-o, e acabarei com seu sofrimento.
Lin olhou para a entidade.
â VocĂȘ nunca entendeu o que Ă© amar alguĂ©m.
â O amor Ă© uma fraqueza.
â NĂŁo. O amor Ă© aquilo que faz alguĂ©m enfrentar atĂ© a prĂłpria morte.
Lin fechou os dedos ao redor do pingente.
E o quebrou.
Um grito atravessou o reino inteiro.
O chĂŁo se abriu, revelando um abismo cheio de rostos e mĂŁos que tentavam alcançar a superfĂcie. Morvanna perdeu a coroa, enquanto sua forma começou a se desfazer em milhares de sombras.
â VOCĂ CONDENOU A SI MESMA! â ela berrou.
Lin nĂŁo respondeu.
A luz do pingente envolveu seu corpo. As marcas negras desapareceram de seu rosto, mas sua pele tornou-se transparente, como fumaça iluminada pela lua.
Vamp tentou segurĂĄ-la.
Seus braços atravessaram o corpo dela.
â LinâŠ?
Ela olhou para as prĂłprias mĂŁos e, pela primeira vez em muito tempo, nĂŁo sentiu dor.
Estava morta.
Mas ainda podia vĂȘ-lo.
Ainda podia ouvi-lo.
E, de alguma maneira inexplicåvel, ainda podia tocå-lo por meio do coração.
â Vamp⊠meu amorâŠ
Ele caiu de joelhos.
â NĂŁo. Por favor, nĂŁo me deixe sozinho outra vez.
Lin acariciou o rosto dele com dedos feitos de luz.
â Eu nĂŁo estou indo embora.
O castelo explodiu em claridade. Morvanna foi arrastada para o abismo, e as criaturas desapareceram como cinzas levadas pelo vento.
A guerra havia terminado.
Mas Vamp nĂŁo sentia vitĂłria alguma.
Porque a pessoa por quem ele teria destruĂdo o mundo inteiro acabara de se tornar parte dele.
đŻïž CAPĂTULO 4 â A NOIVA QUE NĂO PARTIU
Quando o sol nasceu, o reino estava silencioso.
Vamp voltou à casa junto ao lago, carregando apenas o colar quebrado. Não chorou diante dos guerreiros. Não respondeu ao pai. Não permitiu que ninguém se aproximasse.
Durante dias, permaneceu sentado diante da janela, olhando para o lugar onde ele e Lin haviam trocado suas promessas.
Na sétima noite, ouviu uma voz atrås de si.
â VocĂȘ ainda deixa a janela aberta.
Vamp congelou.
Devagar, virou a cabeça.
Lin estava ali.
Seu vestido de noiva flutuava ao redor do corpo, e seus cabelos moviam-se como se estivessem submersos em ĂĄgua. A marca negra havia desaparecido de seu rosto. Seus olhos, antes cansados, brilhavam como estrelas.
Vamp tentou abraçå-la.
Dessa vez, seus braços não a atravessaram completamente. Uma luz suave envolveu os dois, permitindo que ele sentisse, por um breve instante, o calor que julgava ter perdido para sempre.
â VocĂȘ voltou⊠â ele sussurrou.
â Eu prometi que nĂŁo iria embora.
Lin apontou para o colar sobre a mesa.
Embora estivesse quebrado, uma pequena rosa negra permanecia intacta no centro.
â Minha alma estĂĄ ligada a ele. Enquanto a rosa existir, poderei encontrar vocĂȘ.
Vamp encostou a testa na dela.
â EntĂŁo vou guardar esse colar atĂ© o fim dos tempos.
Lin sorriu tristemente.
â SĂł nĂŁo se esqueça de viver enquanto espera por mim.
Ele nĂŁo respondeu.
Porque, naquela noite, Vamp compreendeu que a morte nĂŁo havia levado Lin por completo.
Ela se tornara uma presença na casa: uma sombra junto à janela, um perfume de rosas no corredor, um sussurro que surgia quando ele pronunciava seu nome.
E, todas as noites, quando a lua ficava vermelha, ela aparecia ao lado dele.
A noiva fantasma.
A garota da rosa negra.
A Ășnica pessoa que a morte nĂŁo conseguiu separar completamente de seu amado.
𩞠CAPĂTULO 5 â A PROMESSA SOB A LUA
Os anos passaram.
O reino mudou. As guerras viraram histĂłrias, os monstros tornaram-se lendas e o nome de Morvanna passou a ser pronunciado apenas em sussurros.
Vamp continuou vivendo na casa junto ao lago.
Nunca se casou novamente. Nunca retirou a aliança do dedo.
E nunca abandonou o colar.
Certa noite, enquanto a chuva batia nas janelas, ele sentiu uma mĂŁo fria tocar a sua.
Lin apareceu usando o mesmo vestido com que havia sonhado em se casar com ele.
â VocĂȘ estĂĄ cansado â disse ela.
â Estou esperando.
â Esperando o quĂȘ?
Vamp sorriu, com os olhos cheios de lĂĄgrimas.
â O dia em que poderei segurar sua mĂŁo sem precisar pedir Ă lua que me empreste alguns segundos.
Lin abaixou o olhar.
â Esse dia chegarĂĄ, meu amor. Mas ainda nĂŁo.
Ela o beijou na testa e começou a desaparecer.
Antes de sumir, deixou uma Ășltima frase:
â Quando seu Ășltimo suspiro chegar, procure a rosa negra. Eu estarei do outro lado.
Na manhã seguinte, Vamp encontrou uma pétala negra sobre o travesseiro.
Era impossĂvel que estivesse ali.
A rosa do colar permanecia intacta.
Mas, em sua superfĂcie, uma nova rachadura havia aparecido.
E, bem no centro da pétala, havia uma palavra escrita em vermelho:
EM BREVE.
ContinuaâŠ
đ€ PARTE VI â O ĂLTIMO SUSPIRO DE VAMP
Porque algumas histórias não terminam quando alguém morre. Terminam quando duas almas finalmente podem descansar juntas.
#halloweenporĂŁo #linevamp #creepypasta #rosanegra #romancesombrio
Thoughts
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PermalinkOxente, a casa junto ao lago aguentou guerra, monstro e fantasma. Essa casa ainda vai estar de pé na parte seis, minha filha.
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PermalinkEle nunca tirou a aliança e ainda deixava a janela aberta sete noites seguidas. Tem homem que espera assim a vida inteira por alguém que não volta, e nem precisa de fantasma pra isso.
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đ„𩞠LIN & VAMP â EPĂLOGO SECRETO
đ„𩞠LIN & VAMP â PARTE V