Que rio bonito 🌊
INTRÍNSECO DO MEU EU
Pensamento
Que rio bonito 🌊
Conteúdo da publicação
O rio guarda memórias,
do que já vivenciou.
Uma breve lembrança.
Estagnada. Marcada. Entrelaçada.
Onde suas águas abraçaram,
rompendo-se.
E naquele breve momento
no compasso do tempo
um afago fugaz,
se dispersou.
No escuro. Camuflada.
Permanece.
Correndo. Correndo.
Seguindo seu curso.
Areia. Pedras. Folhas.
Galhos e pétalas desbotadas.
Restos de uma primavera
que já adormeceu.
Emaranhados em suas águas.
Como quem orgulhosamente
abraça seus amores
e recolhe seus desamores.
E por fim, toma-os para si.
Em um embalo os acalenta
tal qual uma contradição sem fim! Certo. Errado.
Apenas incertezas.
Costurando suas marcas e amarras.
Fluindo rápido.
Estático. Devagar.
Muda de curso, transforma-se.
Tem o seu tempo, seu fôlego para respirar.
Ao transbordar, se renova.
E por muitas vezes o que é visto
é o avesso desavessado.
O profundo está oculto.
Resguardado. Vulnerável.
O coração está submerso.
Intocado. Translúcido. Frágil.
Para enxergar, é preciso se jogar.
Mergulhar no silêncio e se perder
talvez, para se encontrar.
E por fim...
Depois de uma longa busca.
Acordar para a sua verdade.
Um único respirar...
Na imensidão.
No silêncio.
Reverberando...
Thoughts
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PermalinkFiquei mais com o rio devagar do que com o rio rápido. O poema diz que ele tem o seu tempo, e pra mim isso vale mais do que o mergulho do final, que pede uma coragem que nem todo dia a gente tem.
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PermalinkO rio aqui tem jeito de rio de verdade, com nome e margem, antes de virar o seu eu. Meu palpite é que você cresceu perto de um e escreveu lembrando dele.
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PermalinkGostei das pétalas desbotadas descendo junto com os galhos, uma primavera que já passou e o rio levando sem pressa.
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PermalinkQue rio bonito 🌊
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PermalinkO rio é uma fusão entre os amores e desamores, e ele leva eles consigo mesmo de forma contínua. É impossível ver sua profundidade e tua fragilidade a não ser que você se jogue nele e o explore.
O rio simboliza uma pessoa.
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PermalinkO rio que abraça os amores e recolhe os desamores me fez pensar que quase todo mundo guarda só uma das duas coisas, e aqui as duas descem juntas na mesma correnteza. Aposto que muita gente vai voltar nesse poema mais de uma vez, cada vez parando num trecho diferente. Obrigado por estrear no Seavien com ele, Peonia!
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O rio guarda memórias,