Cada telhado que construí
ou,imaginei,se quebrou .
Aqueles que não eram de vidro
um enorme vento com voracidade arrancou.
Cada janela ,quebrada foi;
as portas,escancaradas na dor .
Os cômodos que habitavam em mim,
todos foram destruídos.
A ventania foi tanta
que sacudiu meu ser insano .
A chuva veio logo que a tempestade passou;
cada gota de água que rolava
levava a esperança desse sofredor .
Cada vento que soprou ,me destruiu ¡
Cada chuva que caiu ,me desmontou!
Cada vez que a tempestade sopra ,
sinto que vou desmoronar.
Dentro de mim existe uma alma
que continua a esperar pelo fim da tempestade
essa,vai e volta ;
com ventos de saudade e raios de solidão ;
deixando rastros de um ser
que na lama ainda rasteja por você .