Em teu casulo
estava envolta;
sequei minhas lágrimas
em suas fibras.
Chorei de desespero,
semeei esperança
e cuidei do meu amor
com muito zelo.
Esperei-te entrelaçada
em dias monótonos e frios;
aqueci meu coração com ilusões
nocivas de um homem perfeito.
(Perfeito de perfeitas imperfeições.)
Esperei-te, santamente velada,
mas teu manto sufocou-me;
minha carne ficou exposta
em feridas vivas.
Consumi-me em dor
e de teu casulo libertei-me,
buscando algo real.
O amor não é sofrimento!
M.Albina 26/04/2011