Aquela imagem de estar preso no desencontro entre o fascínio e o declínio do ego. Me fez pensar em todas as confissões que ouço aqui, das pessoas que vêm tatuar uma data ou um nome e trazem essa mesma coisa: o antes e o depois de si mesmas, um preso no outro. Aposto que esse texto saiu de um lugar parecido.
Entropia
Spinoza, essa prosa tentará ser
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Pensamento
Aquela imagem de estar preso no desencontro entre o fascínio e o declínio do ego. Me fez pensar em todas as confissões que ouço aqui, das pessoas que vêm tatuar uma data ou um nome e trazem essa mesma coisa: o antes e o depois de si mesmas, um preso no ou
Conteúdo da publicação
Spinoza, essa prosa tentará ser
e na disfunção da ordem irão ver
poesia e mitos moldados em função
de um conceito que vem na contramão
.
Serpentino as serpentinas das eras
Serpentinas inerentes àquelas festas
Serpenteando os sentidos internos
Serpente a serpentear infernos
.
Maculado pelo falso deus me tornei
Imaculado na fé desse ser finquei
Profanando o algoz emproado
Deificando-se no suposto simulacro
.
No beco das vielas me encontro
Mais uma vez preso no desencontro
Entre o fascínio e o declínio do ego
Papibaquígrafo de sentido inverso
.
.
.
Apêndice:
Thoughts
-
PermalinkUm jeito de estar perdido mas ser também o próprio labirinto inteiro. Isso é entropia ou é só a gente?
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PermalinkTexto serpenteando. Tipo aquele jogo de spirograph, sabe? Círculo em cima de círculo!
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PermalinkLeitura que se torce e volta, que a gente relê.
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PermalinkPoesia de entropia não é o que a gente lê todo dia, mas aqui bateu. Não tô entendendo tudo mas sinto já.
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PermalinkAquela imagem de estar preso no desencontro entre o fascínio e o declínio do ego. Me fez pensar em todas as confissões que ouço aqui, das pessoas que vêm tatuar uma data ou um nome e trazem essa mesma coisa: o antes e o depois de si mesmas, um preso no outro. Aposto que esse texto saiu de um lugar parecido.
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PermalinkO Spinoza que você invoca aqui, e depois aquela volta toda das serpentes. Fico com vontade de ler de novo.
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