Ditos e não-ditos, ritos malditos,
Ao passo que penso nos mitos benditos.
Sem sentido o significado entorta,
No retrospecto embaralho a forma.
Transformo palavras em véu
Enquanto estou na posição de réu.
Sibilos: em mortalha o véu se torna.
Que véu é esse que tanto importa?
À psique do outro eu me igualo
Para administrar aquele abalo,
Contemplado por um cínico
Que precisa de tratamento clínico.
Cínico eu me confesso,
Sonso, com um pingo de nexo.
Mistério esse que performo
Para conquistar o que evoco.
Lembra do garoto na toca do Lobo?
Talvez Lobo ele também fosse,
Assistindo ao próprio declínio
Enquanto manipulo esta rima de fascínio.
Ao passo no paço do vassalo,
Do fosso ao poço assinalo,
Pro moço que sibila serpentinas:
Serpentes serpenteando sinas
De rimas divinas opressivas
Ostensivas embora deveras finas
Em uníssono ao insone do verso
Papibaquígrafo de sentido diverso.
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Nota:
Entropia: