Luciene e o mistério da sala 6.1
Luciene era uma professora muito querida da educação infantil. Ela trabalhava na sala 6.1, uma turminha cheia de crianças pequenas, curiosas e cheias de energia. Todos os dias, ela chegava cedo, organizava os brinquedos, preparava as atividades e contava histórias que faziam os olhos das crianças brilharem.
Ela amava ouvir as histórias dos seus alunos. Para ela, cada desenho, cada pergunta e cada abraço das crianças eram especiais.
Certo dia, Luciene chegou à escola acompanhada da sua filha, Lisa, de 14 anos. A menina não estava se sentindo bem, então Luciene decidiu levá-la para ficar perto dela durante o trabalho Lisa apenas concordou com a cabeça e sentou em uma das cadeirinhas da sala.
Luciene saiu rapidamente para pegar os papéis. Alguns minutos depois, ela voltou para a sala 6.1.
Mas, quando abriu a porta, ficou parada sem acreditar no que estava vendo.
As cadeirinhas estavam todas viradas pelo chão. Os brinquedos que ficavam organizados no armário estavam espalhados pela sala. Os lápis estavam misturados e os desenhos das crianças estavam bagunçados.
— Meu Deus... o que aconteceu aqui? — perguntou Luciene assustada.
Mas uma coisa chamou ainda mais sua atenção.
— Lisa?
Ela olhou para todos os lados.
— Lisa? Filha, onde você está?
Nada.
O coração de Luciene começou a bater mais forte. Ela pegou o celular e ligou para a filha.
Chamou uma vez.
Chamou duas vezes.
Chamou três vezes.
Mas Lisa não atendia.
— Por que ela não está atendendo? — disse Luciene, ficando cada vez mais preocupada.
As crianças estavam quietas, olhando para a professora.
Então Luciene se aproximou de uma das alunas, uma menina chamada Liz.
— Liz, você viu a minha filha? Você sabe onde a Lisa foi?
Liz levantou os olhos e respondeu baixinho:
— Vi sim, tia...
Luciene se abaixou perto dela.— Onde ela está, Liz?
A menina respirou fundo e contou:
— Ela saiu com um homem... Ele tinha tatuagens, usava boné e era muito bonito. Eu vi eles conversando... depois eles deram um beijo e saíram de mãos dadas.
Luciene ficou sem reação.
Por alguns segundos, ela não conseguiu dizer nada.
— O quê? — perguntou ela, sem acreditar.
Liz continuou:
— Foi só isso que eu vi, tia. Depois eles foram embora.
Luciene sentiu uma mistura de medo, raiva e preocupação.
Aquela não parecia uma situação normal. Ela olhou novamente para a sala bagunçada e percebeu que precisava descobrir o que realmente tinha acontecido.
Ela pegou o celular outra vez e tentou ligar para Lisa.
Dessa vez, ela não estava pensando apenas em onde a filha estava.
Ela precisava saber quem era aquele homem e por que Lisa tinha saído com ele.
E naquele momento, a sala 6.1, que sempre era cheia de risadas e histórias infantis, virou o começo de um grande mistério. Luciene e o mistério da sala 6.1 — Parte 2
Luciene ainda estava tentando entender tudo o que Liz tinha contado. Seu coração estava apertado, e a preocupação com Lisa só aumentava.
Ela saiu da sala 6.1 por alguns minutos e foi direto até a coordenação da escola. Bateu na porta e entrou rapidamente.
— Cláudia, eu preciso da sua ajuda — disse Luciene, nervosa.
A coordenadora percebeu que havia algo errado.
— O que aconteceu, Luciene?
Com a voz tremendo, Luciene explicou:
— Minha filha desapareceu. A Lisa, minha aluna, viu tudo. Ela disse que minha filha saiu com um homem de tatuagem, usando boné. Ela falou que eles conversaram, que ele beijou a minha filha e que eles saíram de mãos dadas, de moto. Eu liguei várias vezes para a Lisa, mas ela não atende.
Cláudia ficou séria ao ouvir— Eu preciso procurar minha filha, Cláudia — continuou Luciene. — Eu não posso ficar dando aula como se nada tivesse acontecido. Ou você coloca uma professora substituta na minha sala, ou precisa dispensar as crianças mais cedo. Eu preciso descobrir quem é esse homem, onde minha filha foi e por que ela saiu sem me avisar.
A coordenadora respirou fundo e respondeu:
— Luciene, a gente vai ajudar você do nosso jeito. Me dá cinco minutos para pensar no que vamos fazer, tá? Eu preciso organizar a situação.
Ela ficou alguns segundos pensando e continuou:
— Mas acredito que o melhor seja colocar uma professora substituta na sala 6.1 para você conseguir procurar sua filha com calma.
Cláudia se aproximou e falou:
— Enquanto isso, tenta ligar novamente para a Lisa. Veja se ela responde ou se dá alguma pista de onde ela está.
Luciene pegou o celular, ainda preocupada aquilo...