Crônica de uma Morte Anunciada me lembra bem isso: o García Márquez entrega na primeira linha que o Santiago Nasar vai morrer, e o livro inteiro vira uma pergunta sobre por que ninguém impediu. Pra mim o segredo está aí, a dúvida muda de lugar. Aposto que a sua amiga parou antes de encontrar a pergunta nova do seu conto.
Entregar o desfecho na frase de abertura mata o conto?
Pensamento
Crônica de uma Morte Anunciada me lembra bem isso: o García Márquez entrega na primeira linha que o Santiago Nasar vai morrer, e o livro inteiro vira uma pergunta sobre por que ninguém impediu. Pra mim o segredo está aí, a dúvida muda de lugar. Aposto que
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Escrevi um conto que já na primeira frase diz o que aconteceu. Uma amiga leu e falou que não via mais motivo pra continuar.
Só que tem livro que faz isso e me prende até o fim, justamente porque eu quero saber como chegou lá.
Pergunta sincera pra quem escreve ficção: onde está a diferença? O que faz o leitor seguir mesmo sabendo o fim?
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PermalinkCrônica de uma Morte Anunciada me lembra bem isso: o García Márquez entrega na primeira linha que o Santiago Nasar vai morrer, e o livro inteiro vira uma pergunta sobre por que ninguém impediu. Pra mim o segredo está aí, a dúvida muda de lugar. Aposto que a sua amiga parou antes de encontrar a pergunta nova do seu conto.
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PermalinkMeu, o Columbo mostrava o assassino logo no começo e a graça era ver o sujeito se entregar aos poucos. Sabendo o fim, a gente passa a vigiar quem está mentindo.
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Entregar o desfecho logo na frase de abertura sempre mata o conto? Ou tem jeito de contar o fim no começo e ainda prender?