Tento ocupar o vazio que há no meu peito com pessoas passageiras, que não me dão o devido valor.
E só recebo pagamento parcelado.
Vejo o tempo passar com tanto tédio e desagrado.
Seria esse o meu problema, de fato?
Não buscarei a perfeição,
mas sim a simplicidade do coração.
Invejo o silêncio das coisas
e odeio o ruído da minha própria mente.
Na última cadeira me sento,
sabendo que poderia estar melhor colocado,
pois deslocado me sinto diante do pódio.
Lugares vão e vêm através do horizonte de eventos.
E quem seria o dono dos eventos?
Porque, no fundo, quero o iceberg da minha vida,
e não uma coisa rasa.
A profundidade do meu ser
dá-me visão e entendimento
do gosto pelas coisas e pelos interesses,
das emoções verdadeiras e inexplicáveis.
Eu quero.
Eu desejo.
Eu procuro.
Eu acharei o que ainda não enxerguei no mundo.