Vejo ela cortada, chorando no parque, a perna dela sangrando.
Passei uma bandagem. No meu peito, uma faca. Garota, me mate, estou me afogando no meu próprio sentimento.
Não espere por mim, porque eu nunca vou voltar.
Eu fugi da ponte, como num pique-esconde, sem olhar para trás.
Tem lágrima no jogo, a dívida é uma festa.
Minha alma está em jogo, isso é uma promessa.
Eu vou levar o que é meu, não me interessa;
eu vou levar o que é seu, então me desperte.
Pulei da cachoeira e olhei para a morte.
Ela me disse: “Certeza?” — eu respondi sem sorte.
“Saia de perto de mim, não quero ouvir sua tristeza.
Corra atrás de mim, quero ver sua beleza.
Me ofusque com seu brilho; te chamo de realeza.”
Sentei no meu trono, esperando sua presença.
Dentro do meu coração, ouço a tristeza gritando com insistência:
“Com certeza, eu espero que ela apareça.”
Sangue nos meus braços, vejo seus olhos brilharem.
Serpentes me falaram que viram sua mensagem.
Me dê sua mão; vou te mostrar minha coragem,
mesmo que minhas sombras tentem me puxar para a margem.
Seus olhos são um oásis, seu toque aquece, seu abraço me colhe, então me recolha.
E, quando tudo se desfaz e o meu mundo se recolhe,
vou ir recolher as cinzas do meu coração…