mesmo depois de me fazer esperar
não uma,
não duas
e quem dera três vezes,
você reaparece.
como se nada tivesse acontecido
e com um medíocre recado;
como se uma parte do meu coração
não fosse arrancada pelo autor da mensagem
meses antes.
ao “ignorar” sua tentativa de contato
uma chama surge em mim.
ela, com fervura de amor próprio
e com um toque de liberdade.
“amar é deixar ir”, é o que dizem.
mas eu deveria ter te deixado ir
antes mesmo de ter pensado
em te amar.