Estamos todos em uma eterna dança.
Os planetas orbitam suas estrelas em passos silenciosos, enquanto as galáxias giram entre si até que um dia se encontrem em um abraço de luz.
As nuvens dançam com os ventos, as árvores acompanham a Terra em sua lenta coreografia, e os rios seguem cantando a música que aprenderam com a chuva.
Tudo parece instrumento, tudo parece melodia.
Há a música da infância, leve como manhã de primavera.
Há a rebeldia da adolescência, forte como tempestade de verão.
Há a calmaria da vida adulta, que aprende a ouvir o ritmo escondido entre os dias.
E há o silêncio da velhice, não como o fim da canção, mas como sua última nota pairando no ar.
As pessoas também dançam.
Algumas cruzam nosso caminho por apenas alguns compassos.
Outras trocam os passos conosco, ensinando movimentos que jamais esqueceremos.
Algumas seguem adiante quando a música muda.
Outras permanecem, mesmo quando o salão parece vazio.
E assim continuamos,
girando entre encontros e despedidas,
entre chegadas e partidas,
como estrelas, como nuvens, como árvores ao vento.
Porque talvez viver seja apenas isto:
aprender a ouvir a música do universo e encontrar coragem para continuar dançando.