Nossos olhos são como o céu.
Às vezes claros e vastos, como uma manhã tranquila em que o sol encontra as nuvens e as faz brilhar.
O céu não ilumina o sol, mas lhe oferece espaço, e juntos desenham a beleza que contemplamos.
Outras vezes, as nuvens se tornam pesadas.
Carregam saudades, despedidas, amores que não floresceram, e dores que o coração não consegue guardar sozinho.
Então a chuva cai.
Cai dos céus como as lágrimas caem dos olhos, não porque o céu seja fraco, mas porque algumas águas precisam encontrar a terra.
E, assim como as nuvens precisam derramar sua chuva para que o azul volte a aparecer, nós também precisamos sentir, chorar e deixar partir.
Porque depois da tempestade, o céu continua sendo céu.
E depois da dor, continuamos sendo nós.