Hoje, percebi que caí na minha própria armadilha.
Achei que demoraria a me encontrar, que estava escondida.
Mas fui pega desprevenida, dia após dia, sem perceber.
Quanto mais tempo estava longe, inconscientemente pensava em você.
Em uma conversa onde você não estava, mas amaria que fosse você nela.
Um beijo em uma boca que não era sua, mas o pensamento era em você.
Em um abraço que não era tão apertado quanto o seu, como se quisesse me prender de um jeito que eu não possa mais escapar.
Depois de te reencontrar e perceber que, com você, tudo parecia estar no lugar certo, que seu beijo traz desejo, paixão e conforto, que seu abraço aquece, seu toque me enlouquece, seu olhar me constrange, seu cheiro me embriaga, seu carinho me acalma.
Acariciar seus cabelos, admirar seu rosto, seu corpo. Quando estamos juntos, sinto que é como se o tempo parasse, mas, ao mesmo tempo, 5 horas passam tão rápido como 5 minutos.
E ali nos perdemos, enrolados no calor um do outro, suados e cansados, nocauteados.
E, depois disso, consigo perceber que, certamente, eu me apaixonei por esse perigo inevitável,
você conseguiu me enlouquecer.