O conto a seguir vai narrar a primeira aventura da intimidade real dos errados.
Aproveitem!
Consumação.
O estacionamento do campus já estava quase vazio quando eles entraram no carro, como se aquele pequeno espaço entre os prédios da universidade tivesse sido escolhido pelo destino para guardar seus segredos.
No banco da frente, começaram com beijos que rapidamente perderam qualquer vestígio de inocência. Eram ardentes, demorados, daqueles que fazem o mundo desaparecer por alguns minutos. Ela olhou para ele, sorriu e, sem dizer uma palavra, apontou para o banco de trás.
Ali, longe dos olhos curiosos do campus, a prudência ficou do lado de fora. Entre risos abafados, mãos inquietas e promessas sussurradas, deixaram as roupas de lado e se entregaram àquela aventura proibida. Não havia pressa. Os movimentos eram lentos, íntimos, como se ambos quisessem prolongar cada segundo daquele encontro.
Pouco a pouco, os vidros começaram a embaçar, escondendo o casal do estacionamento e transformando o carro em um pequeno mundo particular.
Quando finalmente ficaram exaustos, permaneceram juntos no banco traseiro, ainda sem roupas, conversando baixinho sobre coisas que nada tinham a ver com o que acabara de acontecer. Riam da própria imprudência, tentando recuperar a compostura.
Até que uma luz atravessou o vidro embaçado.
Os dois ficaram em silêncio.
Um segurança fazia sua ronda pelo estacionamento.
Ela tapou a boca para não rir. Ele procurou as roupas às pressas, enquanto os dois trocavam aquele olhar cúmplice de quem sabia exatamente o tamanho da encrenca em que haviam se metido.
Naquela noite, entre beijos, segredos e uma fuga apressada do campus, eles descobriram que algumas histórias não precisam ser contadas para ninguém.
Aquela seria, para sempre, a aventura mais inesquecível dos errados.