Ansiolítico de ansioso, para ansiedade, de querer e ansiar tanto e ainda assim não ter, por quê? Não tenho tudo o que quero e o que não quero só tenho, não importando a caminhada e nem de onde venho.
Eu vim da minha mãe, com ajuda do meu pai. Eu o amava como pai, cara, amava demais, mas ele, como marido, era um merda. Ele recebeu tudo o que merecia e, quando aconteceu, ninguém sabia. Que ironia.
Peguei, agarrei um motivo para não estar aqui agora. Preferia estar em qualquer lugar, nesse mundo afora, sendo ele fauna ou flora, coisas complicadas que complicamos, de dentro para fora.
Poesias que vivemos, sentimos e não entendemos, tempo que perdemos, coisas que vão, coisas que são, mesmo nessa mente louca, mesmo limpando a casa e lavando roupa.
Segundos que definem tudo, minutos que passam, coisas que me ferem, processos que me fodem, coisas que, mesmo não podendo, me fazem pensar se é azar ou sorte.
Em cada linha dessa, escrita numa mesa de bar, a divagar, pessoas conversando, e eu aqui a pensar: onde é o fim do começo, de um final que não está definido, se sou apenas um animal racional. Que só está aqui para pensar, questionar e amar. Mais um entre todos esses fodidos.