Um dia me disseram:
“Defina o amor.”
Bom...
Amor é dor,
pois amar é se permitir sentir,
e sentir, às vezes, machuca.
Amor é uma simples flor,
que a cada dia é regada
e cresce mais e mais,
como um pequeno broto.
Amor é uma constelação,
pois é necessário um céu inteiro
para tentar descrever
o tamanho de um amor.
Amor é o Sol e a Lua,
um amor à distância,
um amor proibido,
que espera pelo dia
em que finalmente se encontram
e formam o mais lindo eclipse.
Amor é água.
Pode ser agitada ou calma,
rasa ou profunda,
grande ou pequena,
mas ainda assim,
sempre pode ser linda.
Amor é fogo.
Queima, destrói,
mas às vezes
também aquece a alma.
Amor é gelo.
Quando não é correspondido,
pode nos congelar por dentro
até não sabermos mais
como voltar a sentir.
Amor é o simples sorriso de uma criança,
que sempre nos contagia
e parece impossível
não amar.
Amor é deixar ir,
pois amor não é prisão.
Não é forçado.
Ele é desejado.
Amor é ser curandeiro,
mesmo quando curar
significa ajudar alguém
a encontrar seu verdadeiro amor,
mesmo que esse amor
não seja você.
Amor é sentir orgulho,
mesmo diante de uma conquista pequena,
porque, quando amamos,
a vitória de alguém
também pode se tornar nossa.
Amor é chuva.
Às vezes suave,
às vezes tempestade,
mas sempre capaz
de mudar a paisagem.
Amor pode ser tudo
o que a gente quiser.
Por isso,
eu não lhe dou uma definição de amor.
Eu lhe dou apenas
uma hipótese
do que pode ser o amor.
Basta você descobrir
o que o amor é para você.
Talvez nunca consigamos defini-lo,
porque o amor pode ser tudo:
pode ser bom,
pode ser difícil,
pode ser leve,
pode doer.
Pode ser começo,
pode ser despedida.
Pode ser alguém.
Pode ser nós mesmos.
Talvez o amor seja justamente isso:
algo grande demais
para caber em uma definição.