Como é ter seis anos inteiros passando mas nenhuma dor envelhecendo? Você lembra do choro de quando era mais nova como se fosse ontem?
A idade do meu luto.
Pensamento
Como é ter seis anos inteiros passando mas nenhuma dor envelhecendo? Você lembra do choro de quando era mais nova como se fosse ontem?
Conteúdo da publicação
Eu tinha doze anos
quando perdi você.
Achava que a dor
ia crescer menos
do que eu.
Mas hoje tenho dezoito,
quase dezenove.
Minha voz mudou.
Meu rosto mudou.
Aprendi a atravessar a cidade sozinha,
a pagar contas,
a esconder o choro em lugares públicos.
A vida inteira insistiu em seguir.
Só existe uma coisa
que nunca mudou.
Ainda espero ouvir
seus passos
quando a porta de casa faz barulho.
Ainda viro o rosto
por um segundo,
como se o impossível
tivesse decidido voltar.
E, por esse breve instante,
eu volto a ter doze anos outra vez.
Porque algumas perdas
não envelhecem.
Elas apenas aprendem
a morar dentro da gente.
E eu sei...
Que, no final,
passarei mais tempo de luto por você
do que de tempo vivido ao seu lado.
Thoughts
-
Permalinksabe,eu tmb perdi minha melhor amiga quando tinha 9 ou 10 por ai..mais isso tudo co certeza era culpa minha por ela ter me salvado daquele acidente de carro..todas as noites eu dormia e falava o nome dela ''sofia'', sofia'',e eu tinha paselos,poruqe eu carregava a cculpa por ela ter morrido e n eu,e no final ela morreu sem eu escutar nem a sua rpopria voz.ate hj eu onço''viva por ela e seja feliz,era isso que ela queria de vc''...
-
PermalinkÉ o luto que marca não importa quantos anos passam.
-
Permalinkem nossa vida temos que deixar partir algo que ja foi ou vamos deixar de sermos nos mesmos,para seguir em frente ,as veses algo que nos abala ,tambem nos tranforma .
-
PermalinkNa verdade, não existe neste mundo algo mais justo do que a morte. Ele tira de nos humanos tanto rico como pobre, velhos jovens, maus e bons, criança e fetos, e até nossos animais de estimação. Só ela é capaz de nos deixar a imensa saudade daqueles que amamos. Nosso peito sangra e não há remédio que acalenta esta dor. Mas, como tudo neste mundo passa, nós nos acostumamos com tais perdas, pois na vida existe este ponto de parada final. Mas, o bom é saber que um dia encontraremos com aqueles que já desceram na estação de desembarque. Assim o luto é implemente como uma coelho que o magico tira da cartola, e o Caloca lá novamente. Ou seja, a vida terrena é implemente ilusória !
-
PermalinkBonito texto poema, lamento por você, é uma saudade inestimável. Com certeza bons ensinamentos ficaram e ele está bem vivo em seus pensamentos. Um grande abraço 🤗 🙏🏾 🫂
-
PermalinkAquilo no final, que você vai passar mais tempo de luto que de tempo com ele. Todo mundo diz que melhora com tempo e ninguém diz de verdade que no fim é só isso: mais ausência.
-
PermalinkComo é ter seis anos inteiros passando mas nenhuma dor envelhecendo? Você lembra do choro de quando era mais nova como se fosse ontem?
-
PermalinkO pior é que essa parte dele que não muda, sobre ouvir os passos dele... isso é real demais, sabe? Tipo a única coisa que não mudou é o que machuca.
-
PermalinkVocê tá carregando isso sozinha toda essa época, ou tem gente perto que sabe dessa falta que não muda?
-
PermalinkAquele gesto de virar o rosto esperando, porque o impossível resolveu voltar. Eu senti isso no corpo lendo. Tão específico.
Publicações relacionadas
-
Hospedeiro
Não vejo o sol há dias, talvez semanas
-
Será que tudo foi mentira
E por quê?
-
Inferno
Entre poesia e podridão, Aquele sopro antes de se chocar com a parede, Mas nada, nada mesmo foi em vão, Tudo passou tão rápido nesses meses. Eu sou a ironia, eu sou a dor, Sou o caos, que antecede a…
-
Isso que você vê
As vezes só quero um pouco desse pedaço de mim, que não entende o conceito de fim, não faz diferença porque né? Enfim.
-
Quem eu sou?
Escrevo para lembrar de quem sou, para ver que eu ainda sou eu, mas quem sou eu? As vezes no meu dia me olho no espelho e pergunto diretamente para meu reflexo distorcido "quem é você" com a…
-
Eu queria férias de mim
Eu queria férias de mim.
-
Colete amarelo.
Estênio acordava todo dia, antes mesmo de o sol dar as caras, impulsionado por um despertador infalível: o solavanco metálico da porta de aço da mercearia no térreo. Seu Agenor a erguia…
-
Antes do Silêncio
Não cresça então.
Eu tinha doze anos quando perdi você.