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Inferno

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Entre poesia e podridão, Aquele sopro antes de se chocar com a parede, Mas nada, nada mesmo foi em vão, Tudo passou tão rápido nesses meses. Eu sou a ironia, eu sou a dor, Sou o caos, que antecede a…

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Conteúdo da publicação

Entre poesia e podridão,
Aquele sopro antes de se chocar com a parede,
Mas nada, nada mesmo foi em vão,
Tudo passou tão rápido nesses meses.

Eu sou a ironia, eu sou a dor,
Sou o caos, que antecede a vingança,
A teoria que sustenta o rancor,
E, paradoxalmente, também a esperança.

O frio na espinha do desespero no relento,
Não culpo ninguém, porque me falta talento,
Eu almejo, eu busco, eu ao menos tento,
Todos somos apenas grãos de areia, voando com o vento.

Não gosto do calor do verão, assim como não gosto da chuva no inverno,
O "um" com o impulso, o ímpar na escuridão, que gosta de tudo em excesso,
Mas também sou essa poesia, em cada caractere que compôs esses versos,
E do que você não gostou, pouco me importa, vai pro inferno.

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