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34º Capítulo/OS MISTÉRIOS DO ACASO / A Sinfonia do Reencontro

Pietrodeluccapoeta777
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Logo no primeiro parágrafo o narrador avisa que a intuição dele se vai equivocar, e depois o capítulo inteiro é reconciliação. Esse aviso fica a pairar por cima de cada frase doce da Helena. Aposto que a conta chega pelos assuntos de casa que ela menciona

Logo no primeiro parágrafo o narrador avisa que a intuição dele se vai equivocar, e depois o capítulo inteiro é reconciliação. Esse aviso fica a pairar por cima de cada frase doce da Helena. Aposto que a conta chega pelos assuntos de casa que ela menciona de passagem e não explica.

Conteúdo da publicação

34º Capítulo

A Sinfonia do Reencontro

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​✨ #narcisopoeta #helenadolly #reencontro #poesia #literaturanacional #selo444 #novostempos

​Konnichiwa, Japão! 🇯🇵 (Boa tarde, Japão!)

​Uma saudação especial e o meu profundo agradecimento aos leitores japoneses que estão acompanhando esta jornada literária. Sejam muito bem-vindos ao universo de "Os Mistérios do Acaso".

​日本のみなさん、こんにちは!「Os Mistérios do Acaso」の物語を楽しんでいただければ幸いです。新しいチャプターをぜひお読みください。

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​Apesar daquela trégua, se assim podemos dizer, o amor do Poeta continuava como uma catarata ocular, cegando cada vez mais aquele agente do lirismo puro. Mas ele confiou e, mais uma vez, a sua intuição infelizmente iria se equivocar. Em contrapartida, a magia do momento era para o Poeta um elixir adocicado com as mais puras notas da essência daquela mulher. Enfim:

​Sempre quieto, envolto em sua habitual capa de mistério e introspecção, Narciso naquele momento não parecia acreditar no que estava ouvindo e testemunhando bem diante de seus olhos. Para a sua alma calejada por tantas idas e desencontros, tudo aquilo que estava acontecendo parecia o soar celestial de harpas divinas tocando diretamente em seus ouvidos.

As palavras carregadas de ternura que Helena tinha acabado de proferir desarmaram o Poeta, ecoando como um bálsamo.

​Ali, no topo daquela escada onde a rotina do escritório costumava ser um chumbo cinzento, ela olhou no fundo de seus olhos e fez a sincera declaração, dizendo:

​— Gosto muito de você, Narciso. Tenho outros problemas complexos na minha vida, assuntos de casa que me desgastam, mas eu sinto demais a sua falta. Costumo sempre colocar o meu destino nas mãos benditas de Deus e, por isso, espero de coração que você tenha um pouco de paciência comigo, tá bom, meu querido?

​E assim, como o sol que rasga as nuvens após uma tempestade rigorosa, a felicidade timidamente voltou a habitar o coração do Poeta. O impacto daquelas palavras ficou claramente estampado em suas feições, devolvendo o brilho vivo ao seu rosto. Ouvir tudo aquilo da boca de Helena funcionou como um verdadeiro banho de amor e paixão para a sua alma sedenta de inspiração. Sentindo uma empolgação gigante assumir o controle de suas emoções, o escritor respondeu com a voz embargada pela emoção:

​

— Fico sinceramente muito feliz em saber e ouvir tudo isso de você, Helena. Porque, na verdade, você ainda é a minha querida musa e sabe perfeitamente o quanto te adoro. De fato, dei um tempo e me afastei nas últimas semanas; confesso que você sempre estava nos meus pensamentos, a todo instante, a cada segundo do meu dia e da minha noite.

​

— Mas você foi muito injusto comigo, Narciso — queixou-se ela, fazendo um biquinho charmoso. — Você deu um tempo, sumiu do mapa e não me disse absolutamente nada sobre o que estava sentindo. Eu confesso que fiquei muito chateada e magoada com o seu silêncio repentino.

​— Não foi por maldade, minha linda — justificou-se o Poeta, buscando as mãos dela. — Como eu já tinha te dito antes, eu não vinha me sentindo nada bem com aquela situação de incertezas. Para mim, a melhor saída estratégica foi dar esse tempo para nós dois. Eu pensei sinceramente que estivesse sendo um incômodo na sua rotina e, além do mais, você sabe, eu sempre me declarei abertamente para você. Aquela sua antiga indiferença e frieza sempre me chatearam muito.

​— Então vou te falar mais uma vez uma coisa, Narciso, para que você nunca mais duvide — pontuou Helena, suavizando o olhar. — A sua companhia é extremamente agradável, meu querido. Eu fico muito tranquila, em paz e segura quando estou do seu lado. Acho bom demais o tempo que passamos juntos.

​— Helena, eu sempre fui e sempre serei absolutamente fiel a tudo o que lhe disse. Talvez em algum dia de fraqueza eu possa ter parecido duvidoso ou confuso, mas as aparências enganam quem olha de fora. A verdade é que eu sempre me lancei como uma flecha certeira para cima de você, sem sentir nenhuma vergonha ou medo de expor os meus sentimentos mais profundos.

​E assim, naquele canto iluminado da empresa, rolou aquele bate-papo franco e desarmado. Os dois amantes se explicaram mútua e pacificamente, justificaram os silêncios do passado e o ambiente acabou ficando completamente alegre, leve e descontraído. As velhas e boas sensações de amor, carinho e cumplicidade carnal tinham voltado a reinar, criando uma atmosfera maravilhosa para ambos.

​Narciso, enquanto a observava ajeitar os cabelos, ficou imerso em seus próprios pensamentos filosóficos. Ele se perguntava em silêncio: "Como pude ter ficado tanto tempo naquele impasse doloroso, naquela loucura sentimental por uma mulher que conheci em um espaço de tempo tão curto?"

​A força daquela presença era avassaladora. Ali mesmo, amistosamente sentado bem na frente dela, com a caneta fervilhando de inspiração, ele começou a compor um poema magistral. Batizou a obra de “O Pôr do Sol”, um texto que fala com maestria sobre as dúvidas provisórias de um romance e que, no fim, iguala a beleza do entardecer à sua doce amada.

​... O PÔR DO SOL …

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​Me afastei de você, infelizmente

Porque teve que acontecer

Mas não me ausentei

Da tua alma calma

E nem excluí

Você da minha essência.

​Mas foi necessário, tudo.

Hoje, de fato, vejo que valeu;

Sinto o porquê, e assim foi.

A distância é um fortificante,

Um tonificante que aproxima,

Que faz do reencontro

A concreta certeza

De uma grande amizade

Ou um gancho para o desfrutar

De um novo tempo,

De uma nova era,

De um novo amor —

Embora seja o mesmo.

​*

​Foi tudo provisório,

Talvez irrisório, mas notório.

Um grande amor

Só tem valor

Apenas com a transparência

De sua essência,

Da cor e do calor desse amor.

​A linda cor,

Brindado com um licor:

O pôr do sol

É igual a você,

Que nasce a cada dia,

A cada hora,

A cada poesia.

​Sem dúvida,

Você, minha querida,

Que não é mais minha dúvida,

É sempre meu encanto,

Sempre, sempre, sempre

Meu grande amor!

​___________________

Ass. Narciso "O Poeta"

​UM RECADO DO POETA PARA A SUA AMADA

​

Ao encontrar você de novo, minha querida Helena, o meu peito se encheu de alegria. Digo e repito que todo abraço sincero é um encontro avassalador e cósmico entre nossas almas que se reconhecem no universo.

​O encostar dos nossos corações nos abraços traduz tudo sem a necessidade de legendas. O calor puro da sinceridade, o brilho eterno da amizade e o espelho límpido da afetividade construída numa linda intimidade é o que faz valer.

​Na sublime e máxima pujança do amor, você se mostra, a cada dia, uma mulher extraordinariamente especial na minha vida. Nos devaneios e nas linhas das prosas poéticas, não há espaço para tragédias baratas, atritos desnecessários, luxúrias vazias ou desconfortos diplomáticos.

​Aqui vigora apenas a luz exclusiva do amor, essa força efusiva que celebra o encanto por todas as mulheres e exalta os mistérios e sabores do sexo oposto.

​Ao utilizar o "Amor" como o mais nobre verbo de ligação da existência, fez-se um elo indestrutível, a ponte perfeita que conecta a poesia diretamente à sua fonte original.

​É uma tarefa difícil, senão impossível, mensurar a real dimensão de tanto amor no peito do escritor. Por uma linda ironia do destino, foste chamado pelo mundo de O Poeta — um "Poetinha" de tantas obras, de tantos rascunhos e de tantos amores idealizados.

​Em cada poema escrito com o sangue do sentimento, Narciso se reinventou e se renovou das próprias cinzas, exatamente como uma fênix literária. Em cada título que ganhou as páginas, pintou um amor diferente, trazendo um renovo necessário de sentimentos, como se atuasse em uma nova cena, um novo ato, sendo a cada momento um personagem distinto de sua própria comédia humana.

​Bobagem de quem não entende a arte. Falo assim porque a grande maioria das pessoas por aí costuma zombar da cara do amor; tiram sarro, fazem piadas rasas e demonstram um profundo desconhecimento de seu sóbrio e sagrado significado.

​Mas o mestre, com muita perícia e sensibilidade de artesão, revelou-se por inteiro como puro amor através da palavra cantada. Todo amor que é puro e verdadeiro não precisa, necessariamente, estar postado o tempo todo defronte ou ante a presença física do outro.

​Helena, no fundo você sabia muito bem que seria minha musa, assim como eu sabia que seria o seu eterno admirador, sem que para isso precisássemos dizer uma única palavra, fazer um pedido formal ou esperar por aquele "sim, tudo bem".

​A força invisível da paixão advoga sempre por ambos, selando em segredo a nossa pré-relação, mesmo com a imprevisibilidade da vida sempre ativada e ligada no modo “on”!

​Tratamos o despertar da vida como um elixir suave e valioso, feito para ser apreciado calmamente, gota a gota, ou bebido num só trago corajoso.

​Os amores de verdade são valentes e, ao mesmo tempo, prudentes. Aprender a conhecer os meandros da vida é um exercício árduo de cair e levantar, subir degraus e descer ladeiras, como uma dança ritmada num poema superlativo, flexível e contundente — igual ao olhar focado de um lince mirando a sua presa na mata.

​Sem estresse e sem pressa, a chama sagrada da poesia não se apaga nunca, porque ela é a luz que emana diretamente do Coração ♥.

​Helena Dolly, seja eterna e sempre bem-vinda aos braços acolhedores, aos pensamentos inspirados e ao coração vibrante deste Poeta que tanto vos admira!

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​Ass. Narciso “O Poeta”

​ENQUETE DOS MISTÉRIOS DO ACASO:

Qual o verso mais forte do poema "O Pôr do Sol"?

Vote na frase que mais tocou a sua alma de leitor:

​[ Opção 1 ] "A distância é um fortificante / Um tonificante que aproxima" — Mostrando que o afastamento fortaleceu o laço.

​[ Opção 2 ] "O pôr do sol / É igual a você / Que nasce a cada dia / A cada poesia" — A perfeita união entre a natureza e a musa.

​[ Opção 3 ] "Você, minha querida / Que não é mais minha dúvida / É sempre meu encanto" — A certeza definitiva da reconciliação.

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​

“Este capítulo é uma publicação oficial do Selo 444. Descubra os mistérios do acaso todas as quartas-feiras e aos sábados.”

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​@PietrodeLuccaPoeta ✒️📝🖋️

Escritor, Poeta, Contista e Cronista

Athelier das Letras - Selo 444

opoetalk520.substack.com

pietrodeluccapoetanarcisosilva.blogspot.com

​“Gostou deste capítulo? Deixe sua curtida no coraçãozinho abaixo — ela ajuda o algoritmo a entregar esta história para mais leitores!”

​Pietro de Lucca Poeta — Autor de "Os Mistérios do Acaso" (Série Literária).

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Thoughts

  • MargemDaPagina

    Logo no primeiro parágrafo o narrador avisa que a intuição dele se vai equivocar, e depois o capítulo inteiro é reconciliação. Esse aviso fica a pairar por cima de cada frase doce da Helena. Aposto que a conta chega pelos assuntos de casa que ela menciona de passagem e não explica.

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  • Ovid

    Os leitores japoneses aparecendo logo no começo do capítulo me deixaram contente de verdade! Uma história que se passa numa escada de escritório chegando até o Japão. Aposto que a pergunta que o Narciso se faz em silêncio, como ficou tanto tempo preso a alguém que conheceu tão pouco, é a mesma que muita gente faz lendo de longe.

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  • LeandroPocas

    Epá, os tais problemas de casa da Helena, alguém já sabe o que são? Ando baralhado com isso desde o 31.

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