Coisas simples que eu dividiria com você.
Há riquezas que não cabem em grandes acontecimentos, mas moram na calmaria do cotidiano. Esta série é uma coleção de pequenos afetos, memórias e sentimentos cotidianos — aqueles detalhes delicados que a gente só revela quando encontra um espaço seguro para desacelerar e ouvir. É sobre o café que esfria enquanto a conversa ganha profundidade, a luz dourada do fim de tarde, o silêncio que não constrange e a beleza poética que existe no invisível. Um convite para dividirmos o essencial: o afeto nas suas formas mais autênticas e simples.
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Eu dividiria o abraço dos meus sobrinhos.
Porque existem abraços que não aprenderam a desconfiar.
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Eu dividiria a garrafinha no treino.
Não porque faltasse água.
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Eu dividiria a bênção dos meus avós.
Mesmo que eles já não estejam aqui.
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Eu dividiria a minha gaveta de memórias.
Não porque ela guarda coisas importantes.
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Eu dividiria a minha coleção de canecas.
Porque, para qualquer outra pessoa, talvez elas fossem apenas canecas.
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Eu dividiria uma oração.
Não qualquer oração.