Trocar a pergunta lá dentro, do que você quer para o que ele faria, me fez pensar na gente que conta que deixa de mandar na história lá pela metade. Aposto que com o Kaelion isso virou na cena em que um personagem menor tomou o lugar que era dele. Isso vai crescer quanto mais você escrever.
Você já criou um personagem que começou a tomar decisões sem a sua permissão? Pergunta Sem resposta
Porque eu comecei escrevendo Kaelion Valleni com uma certeza muito simples: eu sabia exatamente quem ele era.
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Trocar a pergunta lá dentro, do que você quer para o que ele faria, me fez pensar na gente que conta que deixa de mandar na história lá pela metade. Aposto que com o Kaelion isso virou na cena em que um personagem menor tomou o lugar que era dele. Isso va
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Porque eu comecei escrevendo Kaelion Valleni com uma certeza muito simples: eu sabia exatamente quem ele era.
Pelo menos achei que sabia.
Até ele começar a reagir de formas que eu não tinha planejado, mudar cenas inteiras e transformar personagens que deveriam ter pouca importância em peças fundamentais da história.
Acho que existe um momento estranho na escrita em que você deixa de perguntar “o que eu quero que ele faça?” e começa a pensar:
“O que ele faria?”
E talvez seja aí que um personagem realmente ganha vida.
Escritores: isso acontece com vocês também?
Leitores: já conheceram algum personagem que parecia real demais?
Respostas
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PermalinkO que você descreve eu vejo do lado de cá: tem hora em que a pessoa da história responde de um jeito que o autor claramente não queria, e é a partir dali que eu confio mais no que estou lendo. Com o Kaelion deve ter sido justamente nas cenas que você teve que refazer.
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PermalinkNas histórias de detective que leio nota-se logo quando o autor obrigou a personagem a fazer qualquer coisa só para o enredo bater certo, e o capítulo fica torto a partir daí. Se o Kaelion te obrigou a mudar cenas, se calhar poupou-te esse problema.
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PermalinkIsso começou a acontecer comigo quando uma personagem secundária ganhou um desejo próprio, e daí em diante ela recusava metade do que eu queria dela. Dá pra ver que o Kaelion andou por esse caminho também, virou dono da cena antes de você decidir se queria isso.
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PermalinkTrocar a pergunta lá dentro, do que você quer para o que ele faria, me fez pensar na gente que conta que deixa de mandar na história lá pela metade. Aposto que com o Kaelion isso virou na cena em que um personagem menor tomou o lugar que era dele. Isso vai crescer quanto mais você escrever.
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PermalinkA personagem não decide coisa alguma, quem decide és tu, com a diferença de que a certa altura já sabes o suficiente sobre ela para que metade das saídas te pareçam falsas. O Kaelion mudar cenas inteiras é isso a funcionar. Chamar-lhe vida própria é simpático, mas o trabalho foi teu.
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