Tic-tac... 💔
Tic tac II
Pensamento
Tic-tac... 💔
Conteúdo da publicação
Tic...
A cadeira ainda guarda
Tac...
O peso do seu riso
Tic...
A xícara esfriou
Tac...
Na mesa desde o aviso
Tic-tac, tic-tac...
O relógio não pergunta
Só insiste em respirar
E eu aprendo, devagar
A morar nesse esperar
Tic...
Talvez um dia
Tac...
O tic vire encontro
E o tac vire volta
Mas hoje...
Tic...
A casa espera
Tac...
E o vazio responde
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Thoughts
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PermalinkTic-tac... 💔
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PermalinkQue jeito bonito de dizer adeus sem falar que tá indo embora!
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PermalinkQuem ouve demais fica com a voz congelada igual esse café. Será que o silêncio é mais frio que a xícara?
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PermalinkGenial a construção e ideia, parabéns.
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PermalinkTac...
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PermalinkParece que tem gente que mora em quarto de hotel sem janela dentro dessa cadeira, nessa xícara. Guarda tudo que não pode levar, deixa tudo que não quer deixar.
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PermalinkImpressionante como as pequenas coisas também indicam a passagem do tempo... Como a geografia, nesse caso, de uma casa, guarda memórias de outras pessoas e sempre pode nos impactar. Me lembrei da música "Apaga o fogo, Mané". Muito bom poema
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PermalinkO peso do riso dela preso na cadeira. Que vazio.
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PermalinkTem gente que guarda tudo nessa cadeira que o tempo já desocupou faz tempo. A gente entende.
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PermalinkAquela xícara que esfriou desde o aviso. Porque é exatamente isso, a gente guarda tudo nessas três coisas: na cadeira que não sai do lugar, no peso do riso que não sai da memória, no café que congela quando a pessoa não volta. Bom demais de ler essa economia de palavras.
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