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Um mistério em que nesse primeiro capitulo estamos muito longe de desvendar

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Pensamento

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Petronilha

Minha filha, essa moça tinha 16 anos quando a escola esvaziou, largou tudo assim que se formou pra caçar os sumidos e ainda diz que aceita desaparecer igual eles. Pra mim é coisa de quem perdeu alguém naquele 11 de maio e não contou pra gente. Um irmão, u

Minha filha, essa moça tinha 16 anos quando a escola esvaziou, largou tudo assim que se formou pra caçar os sumidos e ainda diz que aceita desaparecer igual eles. Pra mim é coisa de quem perdeu alguém naquele 11 de maio e não contou pra gente. Um irmão, uma amiga, alguém que estava lá.

Conteúdo da publicação

Capitulo 1 - Le Silence du 11 Mai


No dia 11 de maio de 1999, ocorreu aquele que seria o maior mistério da humanidade. Para investigar tal caso já foram chamados diversos profissionais como detetives, padres e até mesmo órgãos que investigam o sobrenatural. Entretanto, mesmo com toda a atenção que esse acontecimento atraiu, nenhuma pista foi encontrada.

Durante o período letivo da famosa escola francesa École des Roches, 289 alunos desapareceram sem deixar rastros, junto com eles, 35 funcionários. Foi como se todos que estavam presentes no dia tivessem sido inteiramente consumidos por alguma força que não podemos compreender.

Lembro-me como se fosse ontem o dia em que essa notícia se espalhou, causando medo, desespero e teorias por toda a França. Após ler jornais sobre, poucos tiveram a mesma reação que a minha, uma curiosidade que daria um rumo a minha vida se despertou e agora nada vai me impedir de satisfazê-la.

Já faz 6 anos em que busco pistas sobre esse caso hoje conhecido como de 'Le Silence du 11 Mai'. Naquele dia eu tinha 16 anos por isso só obtive avanço 2 anos depois, assim que saí da escola. durante esse tempo fui enganada por falsas informações, por esse motivo independente de quem as divulgue eu prefiro ir atrás de pistas eu mesma.

Hoje, 14 de janeiro de 2005, avancei um grande passo à frente de qualquer outro buscador de pistas desse caso. Após viajar para a comuna de Verneuil d'Avre et d'Iton, o local onde habitavam os estudantes que desapareceram.

Meu foco não foi a escola, afinal claramente diversos profissionais já examinaram toda a área ao redor. Então busquei interagir com moradores com o objetivo de analizar os bosques, as casas abandonadas e também as residências daqueles que viviam na comuna desde 1999. Certamente bons investigadores ja fizeram isso, mas eu duvido que algum deles tenha a mesma visão e determinação que eu só para solucionar esse caso.

Depois de três longas semanas pesquisando a área, descobri algo muito curioso. Em muitas casas eram feitas homenagens com as fotos dos desaparecidos de 1999, mas em todas continha uma espécie de falha nas imagens. Por mais que as câmeras da época não fossem tão boas, os pequenos erros só apareciam nas partes expostas do corpo dos alunos. como rosto, os braços, as pernas e o pescoço. Em alguns casos sem camisa no tronco. Eu poderia imaginar que esses riscos ou manchas fossem machucados, mas todos estarem feridos até no rosto em fotos que foram tiradas pelas familias de cada um? Impossivel.

Consegui ao todo umas 66 cópias de fotos e comecei a analiza-las uma por uma, no verso de cada uma, eu coloquei o nome e a serie do aluno correspondente como uma forma de ídentificar padrões. Foi em um simples descuido em que acabei descobrindo que essas fotos tem de fato algo por trás, pois enquanto colocava a identificação, meu vício fez com que uma pequena cinza acabasse caindo por cima da folha, ao invés de simplesmente queimar, ela permaneceu intacta. Tenho absoluta certeza de que aquele grão de cinza era o suficiente para danificar a fotografia.

Cinco segundos. Foi o tempo em que a imagem não queimou enquanto estava encostando no fogo do meu isqueiro, parece mágica, antes de cinco segundos o calor nem sequer feriu a ponta. Usando um termômetro descubro o motivo, por alguma razão todas as fotos estão com aproximadamente -200°C de temperatura, menos uma única que está com mais de 800°C. Isso certamente não faz sentido, tocando nelas eu não consigo sentir esse frio e nem esse calor todo. É algo que só o termometro consegue sentir e medir, fiz o teste do fogo dessa vez na quente e ela simplesmente deixou de existe em menos de 1 segundo.

A foto em que apresentava a temperatura mais elevada, era de um aluno do segundo ano que se chama Jake Holls, na imagem ele tem falhas fotograficas não só em uma ou duas partes expostas, mas sim em todas. Contudo, por mais surreais que sejam essas descobertas, elas não me levam a lugar nenhum. Apenas me dá a certeza de que essa comuna tem bem provável muitas outras coisas inexplicáveis. Eu não vou desistir de conseguir realizar esse sonho, pretendo ir muito mais longe. Se possivel eu aceito desaparecer da mesma forma que eles, apenas para descobrir o que vem depois. este é apenas o começo dessa investigação amadora.

Thoughts

  • betinho20

    Oxe véi, todo mundo a -200 e só o Jake Holls passando de 800, com falha no corpo inteiro. esse menino não sumiu igual os outros, ele é o que causou.

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  • Petronilha

    Minha filha, essa moça tinha 16 anos quando a escola esvaziou, largou tudo assim que se formou pra caçar os sumidos e ainda diz que aceita desaparecer igual eles. Pra mim é coisa de quem perdeu alguém naquele 11 de maio e não contou pra gente. Um irmão, uma amiga, alguém que estava lá.

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