Sou um palhaço?
Serei um palhaço?
Que crer em mentiras,
Em discursos e não em fatos.
Que com um riso
rosto, com muito
desgosto vejo meu voto
cair por terra.
Mais e mais vemos
nos candidatos com
boas ideias ser corrompido
pelo sistema.
Minha cara e espelho
de falsidade, e meu
riso de desespero.
De quatro em quatro
anos o circo continua,
com o mágico que faz
desaparecer: a regra,
a ética, e o futuro sem
revelar os seus truques.
Não sou bobo eu sei o
jogo, e o que mais dói?
e que eu também
estou nesse rolo.
nesse circo quem
mente vira líder,
quem rouba vira exemplo,
e quem protesta vira problema.
Chama de democracia,
o que eu chamo de tirania.
Sempre mudam o rosto,
mas não há mentira.
O meu público ve um
futuro inserto, mais com
fé em Deus que um dia
possa mudar.
E o mais importante
era que eu não estava
falando de lugar.
Sou um palhaço,
mas não sou bobo,
o disfarce, é porque,
no fundo, todos somos
fantoches desse povo.
Autor: Marcos Roberto Furtado Carrilho.