A palavra é bolseta, uma pequena bolsa com fecho de pressão, muito usada antigamente pelas mulheres, geralmente para guardar moedas e pequenos objetos.
Um mito linguístico sugere que, devido à inventividade do brasileiro — e por ter alguma similaridade —, associaram o termo à genitália feminina. Logo, bolseta perderia algumas letrinhas e ganharia uma nova sonoridade na linguagem informal, lançando ao esquecimento o objeto original e sua pronúncia.
Por mais vulgar que pareça, há um “quê” de inteligência nisso, e algo que o torna único e só nosso. Se você procurar a tradução do palavrão no inglês, encontrará pussy, que por lá também é uma evolução da palavra, e significa algo como bichana, que dá vontade de acariciar.
Mas, se pussy é algo para se fazer carinho, bolseta é algo onde você insere pequenos objetos. O que nos faz pensar que quem teve essa antológica ideia não se ateve a esse pequeno grande detalhe.
Mas, com ou sem palavrão, viva as bolsas — e a genitália feminina.
E isso não poderia passar sem o célebre:
“Malas, malinhas e maletas. Bolsas, bolsinhas e... bolsas pequenas.”
Mas não se envergonhe de falar bolseta.