Voltando para casa na sexta-feira após o trabalho, a monotonia do trajeto era quebrada pelos meus pensamentos, imaginando o que ela inventaria para apimentar o sexo naquela noite. Tais ideias me seguiram somente até abrir a porta da sala e sentir todo o peso do cansaço acumulado na semana; naquele dia realmente cheguei moído.
Entrando em casa, a vi esparramada no sofá, presa em alguma nova leitura. Era fácil perceber quando um livro a capturava. Ela ficava tão ligada em suas páginas que não percebia nada à sua volta. Me sentei na poltrona, lhe fazendo companhia, e ela seguiu lendo por um bocado de tempo, quase sem notar que eu estava ali. Sequer liguei a TV para não atrapalhar sua concentração. Logo eu também era capturado, só que pelo sono.
Vi quando ela largou o livro e começou a falar sobre coisas relativas à trama, mas nesse momento o sono já me dominava e a fala dela se misturava com os sonhos que tomavam minha mente, e eu só concordava, sem saber exatamente com o quê.
Para me despertar, ela logo agiu e sentou-se em meu colo. Estava de saia curta e uma blusa de alça, e não vestia nada por baixo. Já em cima de mim, ela se esfregava deliciosamente contra meu corpo, tentando o despertar. E, cansado como eu estava, ela sabia que precisaria de um bom estímulo para ele ficar de pé.
Depois de o perceber bem desperto, ela se ajoelhou no tapete, abriu minha calça e começou com sua mágica. Ah, isso sempre o mantinha em posição de sentido, e quando eu começava a senti-lo dançando em sua boca, ela de súbito se levantou e, com um sorriso travesso, disse ter tido uma ideia; correu até a cozinha e logo voltou, com uma pedra de gelo.
Me agradavam as invenções dela para esquentar o sexo, mas não me pareceu convidativo que ela quisesse usar gelo no pobre rapaz. Ele estava quentinho e se esforçando para se manter alerta. Sem querer fazer perguntas que quebrassem o clima, me lancei no tapete junto dela, tomei o gelo de sua mão com uma mordida e busquei sua boca, onde o dividimos entre beijos acalorados.
Sentados no tapete, depois de um bom aquecimento que literalmente derreteu o gelo, ela se deitou, me puxou com suas pernas e as abraçou contra meu corpo. Logo eu estava com ele dentro dela, num vai e vem que o fritava; prefiro ele assim, bem confortável dentro de lugares que o aqueçam. O gelo até é bem-vindo, desde que dentro de um copo, com cachaça e limão.