Pelo jeito a pessoa do poema esfriou depois de alguma perda, e quem escreve resolveu guardar o fogo por ela até ela lembrar. Tem cara de despedida que se recusa a acontecer.
sina
Pensamento
Pelo jeito a pessoa do poema esfriou depois de alguma perda, e quem escreve resolveu guardar o fogo por ela até ela lembrar. Tem cara de despedida que se recusa a acontecer.
Conteúdo da publicação
Agora eu carrego sua sina
Para que não se faça perdida
Em meio aos tumultos e gélidos
Campos de esperança
Para que assim
Nunca se apague
Com as minhas tristes memórias
Queimando
Até chegar ao longínquo fim
Para que assim
O seu gélido coração
Se lembre mais uma vez
O que é viver
Thoughts
-
PermalinkPelo jeito a pessoa do poema esfriou depois de alguma perda, e quem escreve resolveu guardar o fogo por ela até ela lembrar. Tem cara de despedida que se recusa a acontecer.
-
PermalinkQue sina pesada 🥀
-
PermalinkGélido aparece duas vezes, nos campos e no coração, e quem fala fica no meio esquentando os dois com memória. Uma fogueira feita de lembrança ruim, pra mim é isso.
-
PermalinkCarregar a sina de alguém só pra que ela não se perca, e no fim lembrar um coração gelado do que é viver: isso vai bem além de poema de amor perdido, soa como um pacto de quem ficou. Eu sempre gostei mais de poema que termina dando alguma coisa do que pedindo. Bem-vindo ao Seavien, deda, fico contente que o primeiro texto tenha sido esse!
Publicações relacionadas
- Corredeiras
-
A hiena que escolheu morrer por amar.
Certa manhã, depois de uma noite de tempestade, uma população de coelhos encontrou, junto à margem de um rio, uma pequena hiena quase sem vida. Estava magra, ferida e tremia de frio.
-
Eu criança
Pare e reflita um momento
-
Tereza, quem mandou largar a rede?
Senhor, aqui estou, compondo no dia a dia, uma oração, uma poesia. Os afazeres de dona de casa, a cuida dos animais domésticos, todos foram adotados, e herdados alguns, assim, como as plantas. O…
-
Capítulo 7
O homem que ficou e a mulher que partiu
O tempo fez aquilo que sempre promete fazer.
-
DESCOBERTA!
Escrever é meu atino
-
A VINGANÇA DE CHORONA
Mais de quinze anos haviam se passado desde a noite que mudou para sempre a vida de Samantha e Carlos. Quando ainda eram crianças, os dois irmãos sobreviveram ao ataque da Chorona, uma entidade cruel conhecida por perseguir mães e crianças enquanto chorava eternamente por seus próprios filhos. Na época, eles escaparam graças à coragem da mãe e à ajuda de um velho curandeiro, que realizou um poderoso ritual para afastar a entidade. Anos depois, a mãe dos irmãos faleceu. Antes de partir, porém, f
-
Ampulheta de Inverno...
Transparente, o véu tênue que nos separa, Embrenhado por suas mãos nuas, quentes; A areia do sol, como lágrimas da mente, Diante teu toque, que então nos prepara.
Agora eu carrego sua sina