Escrever é meu atino
meu dever; não obra !
Ânsia, inconstância...
Talvez, nefasto !
Não nego, afasto,
o inverídico, o inexato.
Exalo como as rosas,
perfume, odor...
Transfiro o meu giro,
esguio e traduzo,
falsas verdades,
inteiras, meias.
Mentiras também!
Ilusão é o guia,
emoção, saber !
Não minto nunca.
Falo de mentiras,
Tal qual verdades
as que ouso escrever !
Se não me descubro poeta,
roubo-lhe as falsetas e imito.
Tento descobrir em mim o homem !