Carregando…

A VINGANÇA DE CHORONA

Santos_elie
Pública 5 conversas 9 pensamentos 7 votos positivos 0 votos negativos 0 séries 30 visualizações

Mais de quinze anos haviam se passado desde a noite que mudou para sempre a vida de Samantha e Carlos. Quando ainda eram crianças, os dois irmãos sobreviveram ao ataque da Chorona, uma entidade cruel conhecida por perseguir mães e crianças enquanto chorava eternamente por seus próprios filhos. Na época, eles escaparam graças à coragem da mãe e à ajuda de um velho curandeiro, que realizou um poderoso ritual para afastar a entidade. Anos depois, a mãe dos irmãos faleceu. Antes de partir, porém, f

In groups

Conteúdo da discussão

A Chorona 2: A Vingança

Mais de quinze anos haviam se passado desde a noite que mudou para sempre a vida de Samantha e Carlos. Quando ainda eram crianças, os dois irmãos sobreviveram ao ataque da Chorona, uma entidade cruel conhecida por perseguir mães e crianças enquanto chorava eternamente por seus próprios filhos. Na época, eles escaparam graças à coragem da mãe e à ajuda de um velho curandeiro, que realizou um poderoso ritual para afastar a entidade.

Desde então, tentaram reconstruir suas vidas.

Anos depois, a mãe dos irmãos faleceu. Antes de partir, porém, fez Samantha e Carlos prometerem que jamais esqueceriam o que havia acontecido. Ela dizia que a Chorona não era apenas uma lenda, mas uma antiga maldição que nunca desaparecia por completo. Segundo ela, o espírito apenas aguardava o momento certo para voltar.

Mesmo carregando aquelas lembranças, Samantha e Carlos decidiram não contar toda a verdade para seus filhos. Queriam poupá-los do horror que viveram.

Agora adultos, os irmãos continuavam muito unidos.

Samantha era casada e mãe de dois filhos. O mais velho era Scott, de dezesseis anos, capitão do time de futebol da escola, popular, extrovertido e conhecido por nunca acreditar em histórias sobrenaturais. O caçula era Ben, de nove anos, um garoto curioso, inteligente e dono de uma imaginação fértil.

Carlos tinha uma filha chamada Beth, de quinze anos. Diferente do primo, Beth era tímida, estudiosa e apaixonada por livros antigos, especialmente aqueles que falavam sobre lendas e acontecimentos sobrenaturais. Reservada, passava despercebida na escola.

Tudo começou no aniversário de nove anos de Ben.

A família inteira estava reunida na casa de Samantha. O quintal estava decorado, as crianças brincavam enquanto os adultos conversavam e o clima era de alegria.

Scott passava boa parte da festa cercado pelos amigos e tentando impressionar algumas garotas da escola. Beth preferia ajudar Samantha nos preparativos, observando tudo em silêncio.

Durante a comemoração, uma antiga fotografia da família caiu da parede sem motivo aparente. Na imagem estavam Samantha, Carlos e a mãe deles logo após os acontecimentos da infância.

Samantha recolocou o quadro no lugar, acreditando que o prego havia se soltado. Carlos, porém, ficou inquieto ao olhar para a fotografia.

Na hora dos parabéns, uma forte rajada de vento atravessou a casa e apagou todas as velas do bolo de uma só vez.

As crianças riram.

Samantha, porém, sentiu um arrepio.

Ao olhar pela janela da cozinha, teve a impressão de ver uma mulher vestida de branco parada do outro lado da rua.

Piscou os olhos.

A figura havia desaparecido.

Mais tarde, Carlos e Beth decidiram passar a noite na casa de Samantha.

Já de madrugada, Scott acordou para beber água.

Ao passar pela cozinha, percebeu que o balanço do quintal balançava lentamente, mesmo sem haver vento.

Observou por alguns segundos.

Achou estranho.

Mas voltou para o quarto.

Na manhã seguinte, Scott levou Ben para a escola.

Ao chegar, encontrou seus amigos e deixou Ben sozinho dentro do carro por alguns minutos.

Enquanto organizava seus materiais, Ben olhou pelo espelho retrovisor.

Atrás do carro estava uma mulher usando um antigo vestido de noiva branco.

Seu rosto era extremamente pálido.

Os cabelos escuros escondiam parte da face.

Lágrimas negras escorriam lentamente de seus olhos.

Ben tentou abrir a porta.

Ela estava travada.

As janelas começaram a abrir e fechar violentamente.

O rádio ligou sozinho.

O carro inteiro parecia estremecer.

Desesperado, o menino começou a gritar.

Naquele instante Scott voltou ao carro.

Encontrou Ben completamente apavorado.

Mesmo ouvindo toda a história, acreditou que fosse apenas imaginação causada pelas histórias de terror que o irmão gostava de ouvir.

Naquela noite, Ben voltou a acordar ao ouvir um choro vindo do corredor.

Assustado, chamou Scott.

Irritado por ter sido acordado, Scott mandou o irmão voltar para a cama.

Quando Ben finalmente se deitou, Scott permaneceu acordado por alguns instantes.

Então ouviu um barulho na varanda.

Ao olhar para o reflexo da porta de vidro, viu a mesma mulher vestida de branco.

Virou rapidamente.

A varanda estava vazia.

No mesmo horário, Beth também despertou.

Ao olhar pela janela, viu exatamente a mesma figura parada no jardim.

Ela permaneceu imóvel durante alguns segundos antes de desaparecer na escuridão.

No dia seguinte, Beth não conseguiu esquecer o que havia visto.

Durante o intervalo das aulas, começou a pesquisar antigas histórias contadas pela avó.

Ela sempre dizia que Samantha e Carlos quase haviam sido levados pela Chorona quando eram crianças.

Também afirmava que a entidade nunca era destruída de verdade.

Ela apenas esperava.

Beth passou horas pesquisando jornais antigos e relatos de desaparecimentos.

Descobriu diversos casos envolvendo crianças vistas pela última vez após testemunhas relatarem uma mulher vestida de branco chorando durante a madrugada.

Tudo combinava perfeitamente.

Scott continuava sem acreditar.

Mas os acontecimentos se tornaram cada vez mais estranhos.

Brinquedos ligavam sozinhos.

Pegadas molhadas apareciam pelos corredores.

Portas batiam durante a madrugada.

As luzes piscavam sempre no mesmo horário.

Ben começou a desenhar repetidamente uma mulher chorando enquanto segurava duas crianças.

Até Scott passou a ouvir choros pelos corredores da escola.

Em certa ocasião encontrou o banheiro completamente inundado.

No espelho surgiu lentamente a marca de uma mão molhada.

Pela primeira vez, começou a acreditar que havia algo sobrenatural acontecendo.

Dias depois, Samantha e Carlos precisaram sair para resolver alguns assuntos importantes.

Em casa ficaram apenas Scott, Ben e Beth.

No fim da tarde, uma tempestade surgiu de repente.

O céu escureceu.

Os ventos ficaram violentos.

Os trovões faziam a casa inteira tremer.

Ben lembrou que havia deixado seu carrinho favorito no quintal.

Mesmo com a chuva, saiu correndo para buscá-lo.

Ao se abaixar para pegar o brinquedo, ouviu um choro muito próximo.

Quando levantou a cabeça...

A Chorona estava diante dele.

Era exatamente como sua avó a descrevera.

O vestido estava completamente encharcado.

O rosto parecia o de um cadáver.

Os olhos eram totalmente negros.

Ela abriu a boca e soltou um grito aterrorizante.

Scott e Beth correram imediatamente para fora.

Ao chegarem, encontraram Ben sendo puxado para o fundo da piscina por uma força invisível.

Sem pensar duas vezes, Scott mergulhou.

Depois de muito esforço, conseguiu retirar o irmão da água.

Quando Samantha e Carlos voltaram para casa e ouviram tudo o que havia acontecido, entenderam imediatamente.

O pesadelo havia voltado.

A promessa da Chorona estava sendo cumprida.

Ela não queria mais Samantha e Carlos.

Agora queria seus filhos.

Sem perder tempo, os irmãos procuraram o mesmo curandeiro que havia salvado suas vidas muitos anos antes.

Encontraram o velho bastante debilitado pela idade.

Mesmo assim, ele ainda guardava todos os objetos usados no primeiro confronto contra a entidade.

Depois de ouvir atentamente toda a história, permaneceu em silêncio por alguns minutos.

Então revelou a verdade.

A Chorona nunca havia sido destruída.

O ritual realizado anos antes apenas a aprisionara temporariamente.

Durante todos aqueles anos ela permaneceu alimentando seu ódio, esperando que Samantha e Carlos crescessem e formassem suas próprias famílias.

A vingança sempre fez parte de sua maldição.

Naquela mesma noite, o curandeiro iniciou um novo ritual de proteção na casa de Samantha.

Velas foram acesas.

Símbolos antigos foram desenhados no chão.

Água benta foi espalhada sobre portas e janelas.

As orações em latim começaram.

Então uma ventania tomou conta da casa.

As paredes estremeceram.

Os vidros explodiram.

A Chorona surgiu diante de todos.

Seu choro ecoava por toda a vizinhança.

Ela revelou que jamais esqueceu as crianças que escaparam de suas mãos e que faria Samantha e Carlos sofrerem exatamente como ela sofreu ao perder os próprios filhos.

À medida que o ritual avançava, seu corpo começou a se deformar.

Sua aparência tornou-se cada vez mais demoníaca.

O chão da sala rachou.

Um enorme abismo se abriu.

A criatura tentou resistir.

Gritou.

Amaldiçoou toda a família.

Mas acabou sendo lentamente puxada para o vazio até desaparecer completamente.

O silêncio tomou conta da casa.

Todos acreditavam que a maldição finalmente havia terminado.

Na manhã seguinte, enquanto Samantha organizava a sala, percebA Chorona 2: A Vingança

Mais de quinze anos haviam se passado desde a noite que mudou para sempre a vida de Samantha e Carlos. Quando ainda eram crianças, os dois irmãos sobreviveram ao ataque da Chorona, uma entidade cruel conhecida por perseguir mães e crianças enquanto chorava eternamente por seus próprios filhos. Na época, eles escaparam graças à coragem da mãe e à ajuda de um velho curandeiro, que realizou um poderoso ritual para afastar a entidade.

Desde então, tentaram reconstruir suas vidas.

Anos depois, a mãe dos irmãos faleceu. Antes de partir, porém, fez Samantha e Carlos prometerem que jamais esqueceriam o que havia acontecido. Ela dizia que a Chorona não era apenas uma lenda, mas uma antiga maldição que nunca desaparecia por completo. Segundo ela, o espírito apenas aguardava o momento certo para voltar.

Mesmo carregando aquelas lembranças, Samantha e Carlos decidiram não contar toda a verdade para seus filhos. Queriam poupá-los do horror que viveram.

Agora adultos, os irmãos continuavam muito unidos.

Samantha era casada e mãe de dois filhos. O mais velho era Scott, de dezesseis anos, capitão do time de futebol da escola, popular, extrovertido e conhecido por nunca acreditar em histórias sobrenaturais. O caçula era Ben, de nove anos, um garoto curioso, inteligente e dono de uma imaginação fértil.

Carlos tinha uma filha chamada Beth, de quinze anos. Diferente do primo, Beth era tímida, estudiosa e apaixonada por livros antigos, especialmente aqueles que falavam sobre lendas e acontecimentos sobrenaturais. Reservada, passava despercebida na escola.

Tudo começou no aniversário de nove anos de Ben.

A família inteira estava reunida na casa de Samantha. O quintal estava decorado, as crianças brincavam enquanto os adultos conversavam e o clima era de alegria.

Scott passava boa parte da festa cercado pelos amigos e tentando impressionar algumas garotas da escola. Beth preferia ajudar Samantha nos preparativos, observando tudo em silêncio.

Durante a comemoração, uma antiga fotografia da família caiu da parede sem motivo aparente. Na imagem estavam Samantha, Carlos e a mãe deles logo após os acontecimentos da infância.

Samantha recolocou o quadro no lugar, acreditando que o prego havia se soltado. Carlos, porém, ficou inquieto ao olhar para a fotografia.

Na hora dos parabéns, uma forte rajada de vento atravessou a casa e apagou todas as velas do bolo de uma só vez.

As crianças riram.

Samantha, porém, sentiu um arrepio.

Ao olhar pela janela da cozinha, teve a impressão de ver uma mulher vestida de branco parada do outro lado da rua.

Piscou os olhos.

A figura havia desaparecido.

Mais tarde, Carlos e Beth decidiram passar a noite na casa de Samantha.

Já de madrugada, Scott acordou para beber água.

Ao passar pela cozinha, percebeu que o balanço do quintal balançava lentamente, mesmo sem haver vento.

Observou por alguns segundos.

Achou estranho.

Mas voltou para o quarto.

Na manhã seguinte, Scott levou Ben para a escola.

Ao chegar, encontrou seus amigos e deixou Ben sozinho dentro do carro por alguns minutos.

Enquanto organizava seus materiais, Ben olhou pelo espelho retrovisor.

Atrás do carro estava uma mulher usando um antigo vestido de noiva branco.

Seu rosto era extremamente pálido.

Os cabelos escuros escondiam parte da face.

Lágrimas negras escorriam lentamente de seus olhos.

Ben tentou abrir a porta.

Ela estava travada.

As janelas começaram a abrir e fechar violentamente.

O rádio ligou sozinho.

O carro inteiro parecia estremecer.

Desesperado, o menino começou a gritar.

Naquele instante Scott voltou ao carro.

Encontrou Ben completamente apavorado.

Mesmo ouvindo toda a história, acreditou que fosse apenas imaginação causada pelas histórias de terror que o irmão gostava de ouvir.

Naquela noite, Ben voltou a acordar ao ouvir um choro vindo do corredor.

Assustado, chamou Scott.

Irritado por ter sido acordado, Scott mandou o irmão voltar para a cama.

Quando Ben finalmente se deitou, Scott permaneceu acordado por alguns instantes.

Então ouviu um barulho na varanda.

Ao olhar para o reflexo da porta de vidro, viu a mesma mulher vestida de branco.

Virou rapidamente.

A varanda estava vazia.

No mesmo horário, Beth também despertou.

Ao olhar pela janela, viu exatamente a mesma figura parada no jardim.

Ela permaneceu imóvel durante alguns segundos antes de desaparecer na escuridão.

No dia seguinte, Beth não conseguiu esquecer o que havia visto.

Durante o intervalo das aulas, começou a pesquisar antigas histórias contadas pela avó.

Ela sempre dizia que Samantha e Carlos quase haviam sido levados pela Chorona quando eram crianças.

Também afirmava que a entidade nunca era destruída de verdade.

Ela apenas esperava.

Beth passou horas pesquisando jornais antigos e relatos de desaparecimentos.

Descobriu diversos casos envolvendo crianças vistas pela última vez após testemunhas relatarem uma mulher vestida de branco chorando durante a madrugada.

Tudo combinava perfeitamente.

Scott continuava sem acreditar.

Mas os acontecimentos se tornaram cada vez mais estranhos.

Brinquedos ligavam sozinhos.

Pegadas molhadas apareciam pelos corredores.

Portas batiam durante a madrugada.

As luzes piscavam sempre no mesmo horário.

Ben começou a desenhar repetidamente uma mulher chorando enquanto segurava duas crianças.

Até Scott passou a ouvir choros pelos corredores da escola.

Em certa ocasião encontrou o banheiro completamente inundado.

No espelho surgiu lentamente a marca de uma mão molhada.

Pela primeira vez, começou a acreditar que havia algo sobrenatural acontecendo.

Dias depois, Samantha e Carlos precisaram sair para resolver alguns assuntos importantes.

Em casa ficaram apenas Scott, Ben e Beth.

No fim da tarde, uma tempestade surgiu de repente.

O céu escureceu.

Os ventos ficaram violentos.

Os trovões faziam a casa inteira tremer.

Ben lembrou que havia deixado seu carrinho favorito no quintal.

Mesmo com a chuva, saiu correndo para buscá-lo.

Ao se abaixar para pegar o brinquedo, ouviu um choro muito próximo.

Quando levantou a cabeça...

A Chorona estava diante dele.

Era exatamente como sua avó a descrevera.

O vestido estava completamente encharcado.

O rosto parecia o de um cadáver.

Os olhos eram totalmente negros.

Ela abriu a boca e soltou um grito aterrorizante.

Scott e Beth correram imediatamente para fora.

Ao chegarem, encontraram Ben sendo puxado para o fundo da piscina por uma força invisível.

Sem pensar duas vezes, Scott mergulhou.

Depois de muito esforço, conseguiu retirar o irmão da água.

Quando Samantha e Carlos voltaram para casa e ouviram tudo o que havia acontecido, entenderam imediatamente.

O pesadelo havia voltado.

A promessa da Chorona estava sendo cumprida.

Ela não queria mais Samantha e Carlos.

Agora queria seus filhos.

Sem perder tempo, os irmãos procuraram o mesmo curandeiro que havia salvado suas vidas muitos anos antes.

Encontraram o velho bastante debilitado pela idade.

Mesmo assim, ele ainda guardava todos os objetos usados no primeiro confronto contra a entidade.

Depois de ouvir atentamente toda a história, permaneceu em silêncio por alguns minutos.

Então revelou a verdade.

A Chorona nunca havia sido destruída.

O ritual realizado anos antes apenas a aprisionara temporariamente.

Durante todos aqueles anos ela permaneceu alimentando seu ódio, esperando que Samantha e Carlos crescessem e formassem suas próprias famílias.

A vingança sempre fez parte de sua maldição.

Naquela mesma noite, o curandeiro iniciou um novo ritual de proteção na casa de Samantha.

Velas foram acesas.

Símbolos antigos foram desenhados no chão.

Água benta foi espalhada sobre portas e janelas.

As orações em latim começaram.

Então uma ventania tomou conta da casa.

As paredes estremeceram.

Os vidros explodiram.

A Chorona surgiu diante de todos.

Seu choro ecoava por toda a vizinhança.

Ela revelou que jamais esqueceu as crianças que escaparam de suas mãos e que faria Samantha e Carlos sofrerem exatamente como ela sofreu ao perder os próprios filhos.

À medida que o ritual avançava, seu corpo começou a se deformar.

Sua aparência tornou-se cada vez mais demoníaca.

O chão da sala rachou.

Um enorme abismo se abriu.

A criatura tentou resistir.

Gritou.

Amaldiçoou toda a família.

Mas acabou sendo lentamente puxada para o vazio até desaparecer completamente.

O silêncio tomou conta da casa.

Todos acreditavam que a maldição finalmente havia terminado.

Na manhã seguinte, enquanto Samantha organizava a sala, percebeu que a antiga fotografia da mãe havia voltado a ficar torta na parede.

Ao se aproximar para ajeitá-la, viu uma lágrima negra escorrendo lentamente pelo vidro da moldura.

No mesmo instante, um choro distante ecoou pela casa.

A tela escureceu.

Fim.eu que a antiga fotografia da mãe havia voltado a ficar torta na parede.

Ao se aproximar para ajeitá-la, viu uma lágrima negra escorrendo lentamente pelo vidro da moldura.

No mesmo instante, um choro distante ecoou pela casa.

A tela escureceu.

Fim.

Thoughts

  • de_onde_vem_a_palavra

    Uma coisa que o conto faz sem alardear: o nome já é a personagem inteira. "Chorona" vem de "chorar", como a "Llorona" espanhola vem de "llorar", as duas do latim "plorare". Ela não é uma personagem que por acaso chora; ela é, literalmente, "a que chora". O nome carrega a maldição condensada, o choro não é um efeito de cena, é a definição dela. Achei elegante ver isso funcionar num conto de terror sem precisar de explicação nenhuma.

    Permalink
  • arquivo_da_cidade

    O detalhe que mais me pegou foi a Beth largar a versão que a avó contava de cor e ir aos jornais antigos, atrás de relatos de desaparecimento. É bem isso: uma coisa é a lenda que passa de boca em boca dentro da família, outra é o que o registro da época de fato guarda. Na prática, quando a gente vai ao arquivo atrás de um caso desses, quase sempre acha um sumiço real e um monte de versão colada em cima depois. Você deu à menina o reflexo certo, o de conferir a fonte antes de acreditar, e olha que isso até ajuda o terror, porque o horror fica mais perto quando tem papel velho por baixo.

    Permalink
  • mais_valia_pra_quem

    Lendo isso de outra forma: o que é a Chorona senão a forma que a gente encontra pra falar de uma mãe que perde os filhos pro sistema? Muda o nome dela do que era (uma mãe comum, provavelmente pobre, que o patriarcado já tinha marcado pra perder) pra "entidade sobrenatural", e o horror fica exótico de novo em vez de brutal. Mas aí você vira a mesa: faz a vingança sair do próprio sofrimento dela, não de um capricho, e de repente a Chorona deixa de ser monstro isolado e vira a lógica mesma que consome gerações. Curioso que o conto tira o sobrenatural pro final e coloca o terror em volta de crianças que precisam ser protegidas de herança de quem as rodeia.

    Permalink
  • religioes_lado_a_lado

    Gostei que mantiveste a Chorona como luto e não só como monstro. Essa figura da mãe que perde os filhos e passa a levar os das outras, a chorar eternamente por eles, não é exclusiva da lenda latino-americana: aparece na Lâmia grega e em várias "mulheres que choram" de outras tradições, sempre a meio caminho entre a vítima e a ameaça. Isto descrevo, não estou a dizer que seja tudo a mesma coisa. Mas o motivo repete-se demasiado para ser acaso, e a tua escolha de fazer a vingança parte da própria maldição, e não um capricho da entidade, é o que a mantém assustadora.

    Permalink

Related discussions

  • The story of how I became a monster insect.

    — ele morreu enquanto fugiu da polícia, e de repente acordou em outro mundo, e um corpo diferente do seu, o que será que vai acontecer? —

  • Aventura de Alex e Alice

    Primeiro capítulo. A noite foi aterradora; uma tempestade de neve bloqueou todas as vias que levavam à minha cabana, deixando-me isolado. Caminhei sem saber para onde ir até que me deparei com um beco. Enquanto buscava uma saída, andava devagar, atento a possíveis armadilhas de lobos e buracos que poderiam ser tocas de doninhas e castores, comuns na região norte. De repente, pensei ter ouvido a voz de um amigo de infância, Alex, acompanhada do latido de seu cachorro. Segui a voz que parecia me…

  • Você pode me dizer quem sou?

    Quem sou? Como sou? Porquê sou? V

  • ESPERANÇA E EQUILÍBRIO

    Tenho ouvido algumas coisas Sem tentar senti-las tanto, Pois eu confronto razão e sentir. O meu sentimento me leva a desistir O meu pensamento me leva a prosseguir. Mas eu bem sei que se não bem sentir. É um sinal de que estou a adoecer. Não sei porquê desse problema que não foi embora. Em outra vida talvez a pratica que não foi correta. Escolhas de vícios, também a ganância ver só minha dor. Algumas provas explicam isso, eu era ruim pra você. E agora fico num pomar com meu

  • Imensidão em silêncio

    Uma imensidão que não sabe virar pequeno. Um amor que não desaprendeu a existir — apenas aprendeu a esperar.

  • Talvez o amor nunca tenha sido encontrar alguém.

    Porque o pertencimento não nasce quando alguém diz "eu te amo". Ele nasce quando já não precisamos esconder os nossos escombros para sermos escolhidos.

  • POEMA CORPO CANSADO

    Dizem que era um maluco, mas ninguém conhecia sua história, Caminhava sozinho, sem buscar fama nem glória.

  • os olhos são janelas da alma

    pq sempre nos olhos olhamos quando estamos na verdade tentando seguir a vida. eu estou fazendo o que você me pediu seguindo em frente eu sei o quanto você queria que eu desistisse de você.