Em uma noite quente, o pensamento vagava enquanto eu, sentada em uma poltrona, observava a luz baixa e alguns ruídos que pareciam ser apenas sussurros. Foi então que encontrei teu rosto, com olhos que brilhavam e refletiam a beleza da tua existência.
Revivi momentos de conversas sem graça, mas que tinham um teor engraçado, e um sorriso veio ao meu rosto.
Contemplei-te por um espaço de tempo que cabia na velocidade do pensamento e me perdi completamente na absurda beleza que é o teu sorriso.
Aquela parede, com a leve sombra da luminária que se encontrava sobre a penteadeira, tornou-se uma sala de cinema, onde tua presença ocupava o papel principal. Em minha memória, ecoava o som do teu sorriso e os movimentos do teu corpo em minha direção.
Contemplei tua presença ausente e me imaginei também presa em tua mente.
Eliete Souza 04-09-2026