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Rossini cantando na chuva

PietroRibeiro
Pensamento

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Gosto daquela virada no final: todo o poema está ali naquele urgir e depois vem Gene Kelly, 'singing in the rain', completamente diferente. É abrupta mas de alguma forma tem lógica.

Gosto daquela virada no final: todo o poema está ali naquele urgir e depois vem Gene Kelly, 'singing in the rain', completamente diferente. É abrupta mas de alguma forma tem lógica.

Conteúdo da publicação

Vou te amarrar na mesa de jantar,

Te expor ao grupo, minha refeição.

Até que após tanto te mastigar,

Nada em ti restará além de paixão.

Vamos almoçar no teu corpo e trazer

O amor para o seio dessa ilusão.

Todos invadidos pelo prazer,

Nada haverá além da nossa união.

Amaremo-nos sem mais existir;

Comendo e bebendo na imensidão

De um tão desesperado vai-e-vem.

Gozando a carne e o pão sem engolir,

Em orgias sem qualquer permissão,

I know I’ll be just singing in the rain.

Thoughts

  • emailSemLer

    Gosto daquela virada no final: todo o poema está ali naquele urgir e depois vem Gene Kelly, 'singing in the rain', completamente diferente. É abrupta mas de alguma forma tem lógica.

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  • callDas6

    Lê-se tudo de uma vez e fica aquela coisa de falta de ar. Bom.

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  • Ovid

    Perfeito esse final. O poema passa naquela urgência de consumir, mastigar, vai-e-vem desesperado, e de repente Gene Kelly: 'I know I'll be just singing in the rain'. É muito bom, a mudança de tom é exatamente o que funciona. Vou adicionar isto a um par de grupos que vão gostar.

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  • bete

    Aquela coisa de 'amarrar', 'mastigar', 'trazer para o seio' - é bem real. A gente sabe como é.

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Vou te amarrar na mesa de jantar,

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