Voltei no trecho do prédio pra entender direito. O pai cortou a mesada e largou um prédio desativado na mão dele, e agora o imóvel já está no nome do filho sem o pai saber. Aposto que essa parte volta de um jeito ruim lá na frente, quando alguém precisar de um papel assinado.
RASTREADORES - Capítulo 6 - O Início.
Novo Capítulo, para quem acompanha Rastreadores.
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Voltei no trecho do prédio pra entender direito. O pai cortou a mesada e largou um prédio desativado na mão dele, e agora o imóvel já está no nome do filho sem o pai saber. Aposto que essa parte volta de um jeito ruim lá na frente, quando alguém precisar
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Novo Capítulo, para quem acompanha Rastreadores.
A casa estava mergulhada em silêncio. As cortinas da sala permaneciam fechadas, permitindo que apenas uma fina fresta de luz atravessasse o tecido.
Ao que tudo indicava, ninguém havia acordado ainda.
Danilo olhou ao redor enquanto atravessava a sala, segurando a mochila com uma das mãos e os sapatos com a outra.
Avançou devagar, tomando cuidado para não fazer barulho. Quando finalmente alcançou o corredor, apressou um pouco o passo, embora continuasse pisando com cautela.
Ao chegar diante do próprio quarto, segurou a maçaneta e a girou lentamente.
Abriu a porta apenas o suficiente para passar.
Um estalo agudo quebrou o silêncio.
Danilo congelou.
Olhou imediatamente para trás, atento a qualquer sinal de movimento pela casa. Nada.
Soltou o ar devagar e entrou no quarto, fechando a porta atrás de si lentamente.
Foi direto para o banheiro e tomou um banho demorado. Já estava terminando de se arrumar quando ouviu duas batidas na porta.
— Danilo, o café está pronto! — avisou Maria, sua mãe.
— Já vou!
Terminou de se vestir às pressas, jogou a mochila sobre o ombro, agarrou uma maleta e saiu do quarto sem perder mais tempo.
Ao passar pela cozinha, pegou um pedaço de bolo, deu um beijo rápido na testa da mãe e continuou andando, como se aquela fosse uma manhã perfeitamente normal.
— Tô indo, mãe! Até mais tarde!
Acelerou os passos pelo corredor.
Quase conseguiu chegar à porta.
— Eu sei que você chegou agora de manhã!
Danilo parou por uma fração de segundo.
Maria estava na entrada do corredor, encarando as costas do filho.
— Seu pai pediu para avisar que está aguardando a sua resposta. — A voz de Maria era séria. — Eu entendo que você ainda não queira administrar a empresa, mas deveria, pelo menos, dar uma resposta a ele.
Danilo se virou e a encarou com um sorriso de canto.
— Ele vai aceitar um “não” como resposta?
Maria balançou a cabeça, sorrindo. Era aquele sorriso acompanhado de uma negativa silenciosa, como se os dois já soubessem a resposta.
— Apenas dê a ele uma excelente justificativa.
Danilo abriu um sorriso ainda maior e saiu antes que Maria pudesse fazer qualquer outra recomendação.
Seu pai, Demétrios Gomes, era dono de uma empresa especializada em frotas de carros de luxo. Entre seus objetivos atuais, além de se consolidar como um dos maiores exportadores do país, estava convencer Danilo a iniciar a carreira dentro da empresa da família.
No começo, eram apenas sugestões feitas durante as refeições. Danilo sempre encontrava uma maneira de desviar do assunto, o que costumava deixar Demétrios incomodado com a postura do filho. Ultimamente, porém, as sugestões haviam se transformado em cobranças cada vez mais diretas.
Danilo não queria trabalhar na concessionária do pai. Já estava consolidado ao lado de Cecil e Marcelo havia mais de dois anos e, com eles, podia usar suas habilidades sem precisar lidar com a pressão constante de Demétrios.
Seguiu até o ponto de ônibus ainda pensativo. Precisava de uma justificativa e não podia ser qualquer uma; teria que ser excelente.
Quando chegou ao ponto, olhou para o relógio de pulso.
Cinco minutos de atraso.
Então, ela surgiu no início da rua.
A velha caranga de Marcelo apareceu logo depois, dobrando a esquina. Era uma minivan que, na opinião de Danilo, já sobrevivia à base de teimosia e algum milagre mecânico. Cecil estava no banco do passageiro e, assim que o viu, fez um gesto apressado para que entrasse logo.
Durante o caminho, um silêncio pairava sobre eles. Danilo observou discretamente os amigos. Ainda não tinha descoberto exatamente quando algum tipo de interesse amoroso começara a surgir entre eles, mas alguma coisa definitivamente estava diferente.
Não perguntaria.
Pelo menos, não ainda.
Marcelo e Cecil eram seus melhores amigos. Se existia alguma coisa acontecendo entre os dois, Danilo esperaria até que decidissem que era hora de ele saber.
Estacionaram em frente a um prédio que os três usavam como base de operações. Era ali que guardavam equipamentos, documentos e praticamente tudo o que utilizavam nas missões.
Danilo desceu carregando consigo seu mais novo protótipo: uma pequena arma paralisante e, o mais importante, completamente silenciosa.
Era sua mais nova invenção — ou adaptação, dependendo do ponto de vista.
Havia quem pudesse argumentar que aprimorar equipamentos e máquinas já existentes não fazia dele exatamente um inventor. Afinal, sua habilidade não permitia criar algo do nada; Danilo precisava de uma base para trabalhar.
Mas bastava observar o resultado em suas mãos para perceber que chamar aquilo de simples adaptação também parecia injusto.
O que ele conseguia fazer com algo já existente era, no mínimo, extraordinário.
E estava eufórico para testá-la.
Em Cecil.
Só precisava esperar o momento certo.
Afinal, Cecil usava suas habilidades nos dois sempre que tinha oportunidade.
Danilo já perdera a conta de quantas vezes acordara assustado depois de dormir no laboratório porque ela achava mais divertido despertá-lo com um pesadelo. Sem falar nas discussões em que, quando os argumentos pareciam não funcionar a seu favor, Cecil simplesmente os paralisava pelo tempo que julgasse necessário.
Portanto, nada mais justo do que ela experimentar, pelo menos uma vez, como era estar do outro lado.
Danilo sabia perfeitamente que, assim que recuperasse os movimentos, Cecil provavelmente tentaria matá-lo.
Olhou para o protótipo em sua mão e sorriu.
Valia o risco.
Assim que Marcelo abriu a porta, Danilo passou rapidamente por ele e seguiu direto para o laboratório improvisado. Entrou e fechou a porta atrás de si.
Sem perder tempo, foi até a bancada e colocou a arma sobre o scanner.
C3.
Cecil, versão 3.
É claro que ela não precisava saber o significado do nome.
As duas versões anteriores haviam ficado para trás na última missão, e Danilo ainda lamentava a perda. C1 e C2 tinham sido bons protótipos. Inferiores àquela, sem dúvida, e construídos para funções completamente diferentes, mas, ainda assim, mereciam algum respeito.
C3, por outro lado, tinha um propósito muito mais importante.
Danilo observou os resultados surgirem na tela e sorriu, satisfeito.
A análise feita pelo scanner, que ele mesmo havia modificado, indicava que a arma estava pronta para uso, com noventa e três por cento do desenvolvimento concluído.
Era mais do que Danilo esperava, considerando que começara com uma simples pistola de brinquedo feita de plástico.
Usando sua habilidade, reforçara a estrutura com outros materiais que mantinha no laboratório, revestira algumas partes com fibra de carbono e modificara praticamente todo o mecanismo interno até transformá-la em algo completamente diferente do objeto original.
Marcelo ainda se impressionava ao vê-lo trabalhar. Nas mãos de Danilo, os materiais pareciam obedecer à sua vontade, moldando-se, fundindo-se e assumindo pouco a pouco a forma que ele havia planejado.
Mas nada daquilo era feito ao acaso.
Antes de começar qualquer projeto, Danilo pesquisava os componentes, estudava suas propriedades e formulava teorias sobre como poderiam funcionar juntos. Sua habilidade permitia fazer coisas que nenhuma pessoa comum conseguiria reproduzir da mesma maneira, mas isso não significava que pudesse transformar qualquer coisa sem compreender o que estava fazendo.
Anos de estudo.
Inúmeras horas dentro de um laboratório.
Conhecimento suficiente para transformar uma pistola de brinquedo em uma arma paralisante completamente silenciosa.
E tudo aquilo havia sido necessário para aquele momento.
Paralisar Cecil.
Só uma vez.
Era tudo o que ele queria.
Danilo encaixou uma cápsula na C3.
O conteúdo era resultado de mais uma de suas experiências — um composto paralisante desenvolvido a partir de pesquisas sobre bloqueadores neuromusculares. A fórmula original estava longe de servir ao que pretendia, então ele passara semanas trabalhando em uma versão própria, ajustada para a C3.
Danilo abriu a porta devagar e encontrou Cecil em pé, conferindo no monitor as imagens das câmeras de segurança. Saiu em silêncio, tentando não fazer barulho, mas Marcelo percebeu sua presença e abriu a boca para dizer alguma coisa.
Danilo levou o indicador aos lábios, pedindo silêncio.
Cecil percebeu o movimento quase de imediato. Virou-se rapidamente e estendeu a mão na direção dele, como se já esperasse que alguma coisa acontecesse.
Mas Danilo foi mais rápido.
Apertou o gatilho.
O projétil atingiu o centro da mão de Cecil e, quase imediatamente, seu corpo começou a paralisar.
A poucos metros dele, ela permaneceu de pé por alguns segundos, sentindo pequenos tremores percorrerem os braços, os ombros e as pernas enquanto, pouco a pouco, seu corpo deixava de responder aos seus comandos.
Seus olhos, no entanto, continuavam funcionando perfeitamente.
E estavam fixos em Danilo.
Ele engoliu em seco. De repente, estar do outro lado da sala não pareceu uma distância segura o bastante.
Talvez não tivesse pensado muito bem no que aconteceria quando o efeito passasse.
Devia ter construído alguma espécie de escudo contra Cecil.
Pensando melhor, provavelmente não existia tecnologia suficiente para isso.
Cecil recuperou os movimentos mais rápido do que Danilo previra.
Ele se preparou para o pior.
Mas o olhar dela já não parecia o de alguém planejando estrangulá-lo até a morte.
O que era ainda mais preocupante.
Cecil estava sorrindo.
E não era um sorriso agradável.
— Por que você está sorrindo? Está me assustando! — perguntou Danilo, erguendo a C3 descarregada por precaução.
Ela continuou encarando-o, ainda sorridente.
— Acho que ela está pensando em várias formas de te matar e tentando decidir qual seria a melhor — comentou Marcelo, colocando ainda mais lenha na fogueira.
Cecil sequer reagiu.
Seu sorriso desapareceu aos poucos, dando lugar a uma expressão pensativa. Ela olhou para a C3 nas mãos de Danilo.
— Isso vai ajudar bastante nos próximos trabalhos.
Danilo abaixou lentamente a arma.
Aquilo ele não esperava.
— Vai?
— Assim eu não preciso livrar vocês de cada rastreador que fica no nosso pé toda vez que vamos trabalhar. — Ela deu de ombros. — Só precisa aumentar a duração do efeito.
Danilo conteve um sorriso.
Esse seria um problema.
A C3 não funcionara nela pelo tempo que ele havia previsto. Por algum motivo, Cecil resistira ao efeito muito mais rápido do que deveria.
Mas ela não precisava saber disso.
Ainda.
— Então você gostou da C3?
Cecil estreitou os olhos.
— C3?
Droga.
— Isso tem alguma coisa a ver comigo?
— Claro que não. — Danilo guardou a arma com a maior naturalidade que conseguiu. — Puramente profissional.
Marcelo começou a gargalhar atrás deles.
Cecil continuou encarando Danilo por mais alguns segundos, claramente sem acreditar em uma palavra. No entanto, para a surpresa dele, deixou o assunto de lado e seguiu para o próprio escritório.
Pouco depois, sua voz ecoou pelo interfone:
— Se arrumem. Daqui a dez minutos temos uma chamada de vídeo com o Mike.
Danilo olhou para Marcelo.
Marcelo ainda sorria.
Uma nova missão.
Danilo e Marcelo entraram na sala de Cecil em menos de cinco minutos. Ela era extremamente organizada e pontual, e nenhum dos dois estava disposto a provocá-la ainda mais — principalmente quando se tratava de uma reunião de negócios.
A sala de Cecil era, sem dúvida, o lugar mais limpo, organizado e cheiroso de todo o prédio. Ou, pelo menos, do andar que ocupavam.
O prédio era antigo e pertencera à empresa do pai de Danilo. Estava desativado havia alguns anos e acabara nas mãos dele depois que recusou um cargo de diretor nos negócios da família.
Seu pai nunca entendera por que o filho rejeitava a ideia de, um dia, assumir a empresa. Não insistiu, mas também não facilitou as coisas. Cortou a mesada de Danilo e colocou um dos prédios desativados à disposição dele, deixando claro que, se queria seguir o próprio caminho, teria que descobrir como se sustentar sozinho.
Uma espécie de presente de consolação.
Não exatamente um presente, considerando que o pai ainda não sabia que o imóvel agora estava oficialmente no nome do filho.
Danilo tinha contado com uma pequena ajuda de Cecil para resolver essa parte.
Melhor não entrar em detalhes.
Eram três salas separadas, cada uma ocupada por um deles, enquanto o espaço central servia como área comum para compartilhar informações.
A sala de Marcelo parecia pertencer a outro prédio. Ficava ao lado da de Danilo e em frente à de Cecil, onde mapas, anotações e folhas de papel se espalhavam por praticamente todas as superfícies disponíveis.
Danilo e Cecil evitavam até pisar naquela parte.
Era mais seguro assim.
Quando chegou o horário marcado, os três já estavam sentados diante da mesa, com o notebook ligado.
Prontos.
Não demorou para a chamada aparecer na tela, e Cecil atendeu imediatamente.
— Boa tarde, Mike.
Mike era o intermediário que cuidava do contato com alguns clientes. Nem todos gostavam de mostrar o rosto ou revelar a própria identidade, então ele fazia a ponte entre eles e o grupo.
— Olá, Cecil e rapazes.
— Marcelo — corrigiu Marcelo.
— Danilo — completou Danilo.
Mike tinha o estranho hábito de cumprimentar Cecil pelo nome e reduzir os outros dois a qualquer coisa que viesse depois.
Marcelo achava aquilo irritante.
Não que Mike tivesse alguma chance com ela.
Mas precisava mesmo tentar paquerar sua garota na frente dele?
Cecil se empertigou no assento quando Marcelo se aproximou um pouco mais dela.
— Então, Mike, qual é a missão dessa vez?
Os três trabalhavam por recompensa.
Aceitavam diferentes tipos de serviço: procuravam pessoas desaparecidas, localizavam artefatos antigos e, quando necessário, faziam escoltas.
Essa última opção definitivamente não estava entre as favoritas do grupo.
Cecil costumava assumir a liderança nessas missões e, por algum motivo que Marcelo jamais conseguira compreender, quase sempre acabava recorrendo à força bruta.
O pagamento vinha somente quando concluíam o trabalho. O problema era que nem sempre eram os únicos contratados para a mesma missão.
Existiam outros grupos como o deles.
Marcelo levava vantagem quando precisavam encontrar um lugar. Bastava ter informações suficientes e, na maioria das vezes, conseguia rastreá-lo. Com objetos e pessoas, porém, sua habilidade era muito menos precisa, obrigando Danilo a trabalhar dobrado para compensar essa limitação.
E, quando dois grupos acabavam seguindo a mesma pista, as coisas raramente terminavam de maneira amigável.
Todos queriam a mesma coisa.
Completar a missão primeiro e receber a recompensa.
Talvez por isso Cecil tivesse demonstrado tanto interesse pela C3. Até então, usava as próprias habilidades para enfrentar os concorrentes — alguns deles tão habilidosos quanto ela.
Danilo compensava com suas invenções, criando equipamentos capazes de fazer frente até mesmo a adversários mais poderosos. Marcelo, por outro lado, dedicava-se aos treinamentos físicos. Quando sua habilidade de rastreamento não podia ajudar, pelo menos ele queria estar preparado para ajudar de outra forma.
Mas havia um problema maior crescendo naquele meio.
Eles.
Era assim que o grupo vinha sendo chamado. Pessoas com habilidades que, pouco a pouco, estavam dominando aquele mercado. Alguns grupos menores já haviam desaparecido depois de cruzar o caminho deles; outros simplesmente desistiram.
De vez em quando, Cecil ainda contratava antigos integrantes desses grupos quando precisavam de ajuda.
Mas estava ficando cada vez mais difícil ignorar o que estava acontecendo.
“Eles” estavam crescendo e eram violentos.
Mike abriu um sorriso tão largo que quase ocupou toda a tela.
— Acho que vocês vão gostar dessa. Se aceitarem, é claro.
Os olhos de Cecil brilharam imediatamente.
— Então seremos apenas nós?
— Sim. Na verdade, acredito que vocês sejam os únicos capazes de fazer isso. — Mike pegou uma folha, passou os olhos pelo conteúdo e então a abaixou. — O cliente quer encontrar um lugar. Vocês descobrem onde fica, passam a localização e o dinheiro cai na conta.
Cecil estreitou os olhos.
— Fácil assim?
O sorriso de Mike diminuiu.
— Depende. Pelo que o cliente informou, não é exatamente um lugar fixo.
Marcelo se inclinou para a frente.
— Como assim?
Agora Mike tinha toda a atenção dele.
Encontrar lugares era justamente sua especialidade.
— Vocês já ouviram falar da Sala Desconhecida?
Sala Desconhecida?
Marcelo olhou para Cecil.
Cecil olhou para Danilo.
Danilo apenas franziu a testa.
Nenhum deles parecia fazer ideia do que Mike estava falando.
— Pois é — continuou ele. — Esse é o lugar que vocês precisam encontrar.
Thoughts
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PermalinkO Mike cumprimenta a Cecil pelo nome e aos outros dois chama rapazes. Já conheci gente assim, que decide logo com quem vale a pena falar.
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PermalinkVoltei no trecho do prédio pra entender direito. O pai cortou a mesada e largou um prédio desativado na mão dele, e agora o imóvel já está no nome do filho sem o pai saber. Aposto que essa parte volta de um jeito ruim lá na frente, quando alguém precisar de um papel assinado.
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PermalinkA mãe deixa ele sair sabendo a que horas ele chegou, e ainda manda dar uma justificativa excelente pro pai. Ela cobre o filho e cobra junto. Pra mim ela é a mais interessante do capítulo.
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PermalinkCecil resistiu à paralisia bem mais rápido do que ele calculou, e ele guarda isso pra si. Fiquei com um frio na barriga ali, uai. Isso já estava planejado desde o começo da história ou apareceu escrevendo?
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PermalinkA arma nasceu de uma pistola de brinquedo de plástico e virou a C3, com nome e tudo. Isso me fez pensar que o Danilo constrói coisa pra resolver briga que ele não vai encarar falando. Aposto que a Sala Desconhecida vai cobrar dele exatamente isso, e o pai ainda esperando resposta.
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PermalinkNoventa e três por cento de desenvolvimento e o cara já sai atirando na amiga. Bah, isso é otimismo de quem nunca viu um projeto dar errado nos últimos sete por cento.
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