Tentar descobrir quem somos faz parte da grande e complexa tarefa de entender o sentido da existência. O sentimento de aprisionamento vem com o tempo e não é eterno, a gente aprende a lidar com as voltas que a vida dá.
Quem somos agora
Pensamento
Tentar descobrir quem somos faz parte da grande e complexa tarefa de entender o sentido da existência. O sentimento de aprisionamento vem com o tempo e não é eterno, a gente aprende a lidar com as voltas que a vida dá.
Conteúdo da publicação
Não somos um conjunto
Nem somos uma metade
Somos apenas dois "só"
De grande lealdade
Sinto muito, Luiz
Por não ter feito minha parte
Obrigado Kalledy
Por me apresentar a arte
Sinto muito ao meu pai
Por não ser tudo que ele conta
No final eu não sou nada
(Além dos furos que me aponta)
Quando eu era criança eu te vi (te enxerguei)
E sem mesmo perceber te ajudei
Hoje eu sou a criança mas eu não choro
(Não posso)
E sinto que você tenta me ajudar
(Não dá)
É que você é bem mais corajoso do que eu
Quando cê' precisar, sabe onde me achar
Sinto muito por ser um pássaro amarrado
Acorrentado;
Sofrendo;
Morrendo;
E sendo culpado
A cada passo que é dado eu fico mais intrigado
Crianças tão diferentes caminhos mal preparados
Nós chegamos, continuaremos e iremos até o fim
(Por ti e por mim)
Deve ser por isso que eu perdi meus sentimentos
Os larguei no vento
Quando eu parei de voar
(Congelado, sem conseguir respirar)
Hoje o pássaro escreve
E sente muito mesmo
Porque seu amigo quer tentar
(Mas ele não pode ajudar)
Te ver feliz é minha arte
Eu sou covarde
E não consigo ser também
O tempo passa e quem sabe algum dia eu pare de ser um Zé-Ninguém
Talvez por isso, Luiz
As maiores histórias são as que não são contadas à ninguém
E as maiores vitórias são aquelas tratadas com desdém
Um dia, a gente se encontra no além
Não somos um conjunto
Nem somos uma metade
Nem mesmo uma dupla
Somos pontos diferentes
Que seguem linhas recorrentes
Paralelas, próximas, mas intocáveis
Separáveis, mas nunca questionáveis
O futuro não é sobre o que irá vir
É sobre tudo correlacionado
Que já aconteceu bem no passado
Quando eu descobri a cor do agrado
Thoughts
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PermalinkPoxa, no meio de tanto pedido de desculpa tem um obrigado só, pro Kalledy! Foi nele que eu parei. Foi ele que te puxou pra escrita?
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PermalinkNão ser conjunto nem metade, só dois sozinhos com muita lealdade: me fez pensar que tem amizade que vive inteira nisso, em saber onde achar o outro quando precisar. Dá pra ver que o Luiz e o Kalledy estão nesse poema cada um no seu verso, um com o pedido de desculpa e o outro com o obrigado pela arte.
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PermalinkTentar descobrir quem somos faz parte da grande e complexa tarefa de entender o sentido da existência. O sentimento de aprisionamento vem com o tempo e não é eterno, a gente aprende a lidar com as voltas que a vida dá.
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PermalinkDedico este poema a meu amigo Breno Andrade que esteve comigo durante toda minha vida e me ensinou o verdadeiro significado de amizade, ao meu amigo Luiz Guilherme que faleceu dia 16/09. Pode parecer que não, mas este poema é sobre as poucas flores que ainda restam no meu coração.
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Não somos um conjunto