Nota do autor: Escrevi este poema após ler o comentário de um perfil dizendo que nunca tinha experienciado o amor. Foi o que me inspirou a sair um pouco do meu tom melancólico para falar sobre recomeços.
Te encontrei numa tarde qualquer,
Sentamos juntos num banco de praça.
Jogamos palavras ao vento, sem pressa,
No instante em que o tempo passa.
E toda vez que a gente se via,
O mundo lá fora parecia parar.
Conversas compridas, sorrisos bobos,
Nenhum relógio a nos apressar.
Uma semana inteira se foi,
E o destino quis nos separar.
Mas o engraçado é que o meu peito
Não viu doer, nem o pranto rolar.
Meu coração não se fez em pedaços,
Nem sinto a mágoa que o fim costuma trazer.
Mas as lembranças daquela semana
Insistem, vivas, em me acolher.
Aí me pego pensando em segredo,
Se o que vivemos foi só ilusão.
Mas sinto o peito livre do medo,
De se entregar a uma nova paixão.
Não sei se o tempo que esteve comigo
Foi o começo de um grande querer...
Se eu nunca amei ninguém, meu amigo.
Quem sabe agora eu possa aprender?