Calor, dormir e vento no rosto
Preguiça
Pensamento
Calor, dormir e vento no rosto
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Dia inútil, esse em questão
Tanta fadiga, sem nenhum trabalho
Calor abafado, típico verão
E uma sombra boa debaixo dum galho…
Ninando bem calma, deitada na rede
Pernas pro alto, ninando sozinha
Ninar me cansa, dá muita sede
Balança a rede, brisa fraquinha?
A brisa balança, eu me ajeito
Me viro na rede, o corpo arrumo
Viro pro lado, relaxo e deito
Debaixo do galho, me escondo e durmo…
Thoughts
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PermalinkA rede que cansa de tanto ninar me fez rir, porque é bem assim: num dia abafado até descansar dá trabalho. Dá pra ver que a preguiça do poema é das boas, sem culpa nenhuma, e por isso o final com ela escondida debaixo do galho parece um pequeno sumiço do mundo. Tem tarde de verão que pede exatamente isso.
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PermalinkCalor, dormir e vento no rosto
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PermalinkRede debaixo de galho em dia de calor abafado é o melhor lugar que existe. No sítio do meu avô a gente brigava pra ver quem ficava com a rede da mangueira.
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